Em nada me surpreendeu a manchete estampada neste jornal referindo-se ao possível encerramento das atividades do BAC. O porquê? Há muitos anos minha família era proprietária de um titulo familiar de número 392 do querido BAC, aonde Pelé jogou, de excelentes piscinas, de bailes chamados de família, de escolinha de judô, de escolinha de natação, ginástica, um belo restaurante na ocasião, tendo à frente o senhor Pacu, e não podemos nos esquecer dos bailes de carnaval e tantas outras oportunidades de lazer para milhares de associados de Bauru. Lembro-me das disputas acirradas pela presidência.
A última bastante disputada foi entre o doutor Arlindo Figueiredo e o doutor Alberto Luguesi. O que terá acontecido com um clube que era referência não só em Bauru, mas em toda região? As últimas administrações foram de polêmicas. Uma delas foi o fim dos carnavais, outra foi a tentativa da venda do patrimônio do BAC e também o fim de muitas atividades, como judô, futebol, vôlei, xadrez, festas juninas. Isto incentivava o baqueano a ser fiel ao clube. Não venham me dizer que foi a crise quem acabou com o clube, pois se fosse assim o BTC e a Luso também estariam fechados há tempo, pois na ocasião tinham muito menos associados que o BAC.
Já que O BAC terá suas atividades encerradas, que ao meu ver é lamentável, pois cresci dentro do clube, porque não transformar nosso querido BAC em lugar de lazer para crianças carentes e também em escola de formação de atletas. Com certeza aqueles que tiveram seus avós, pais e cresceram dentro do BAC ficariam honrados em ver crianças transformando-se em futuros atletas, quem sabe novos Pelés, Daianes e tantos outros. Espaço físico com certeza nosso BAC possui, e não se transformaria o clube somente para meia dúzias de pessoas que se achavam donas dele. (Paulo Simonelli - RG 8.581.636)