09 de julho de 2026
Articulistas

Tudo aos publicitários


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Fevereiro começa lembrando as brincadeiras carnavalescas, mas, ao mesmo tempo, homenageando uma categoria profissional da maior envergadura dentre as centenas existentes no rol da sociedade. Alude-se diretamente à classe dos publicitários, cuja data magna se comemora brilhantemente hoje, primeiro dia do mês. Por quê essa categoria é assim crivada da admiração e carinho de que outras tantas não desfrutam? Essencialmente devido ao axioma de que “quem não anuncia não vende...” E o publicitário vive para anunciar e comercializar não só as suas coisas como principalmente as dos outros, muitos outros, comerciantes, industriais e etc. Estão aí, por exemplo, prédios, terrenos, móveis, rádios, televisões e veículos, de um lado, e roupas, presentes, alimentos e utilidades domésticas, de outro, produtos que exigem ampla divulgação comercial, sem a qual permanecerão incógnitas indefinidamente, sem compradores ou adquirentes, adormecidos que ficarão nos lugares e nos salões, supermercados, feiras, prateleiras e vitrinas, aguardando o desejo ou o interesse de alguém. E como despertarem-se propósitos e necessidades humanas sem a devida anunciatura dos publicitários? Problemático, não é mesmo? Então, o JC considera-se ninho caliente dos propagadores dos estoques e se sente jubiloso com esses homens e mulheres, tendo-os em bom número em seus quadros funcionais. Todas as manhãs eles voam no sentido de nossa redação, dão o seu efusivo “bom dia”, bebem o seu adocicado cafezinho, passam os olhos arregalados sobre as notícias do dia, comentam com colegas admirados os acontecimentos do dia e batem asas à procura de anúncios dos escritórios de sua vasta clientela. A certa hora da mesma manhã voltam trazendo em suas pastinhas os retângulos, quadrinhos ou classificados que vão lotar páginas e suprir o Jornal de verbas representativas de receita para o seu sustento, assim como manter a cidade com um acreditado e simpático órgão informativo. Claro, então, que sem o trabalho dessa gente a população não tem, além da imprensa escrita, televisão e rádio, suficiente conhecimento do que ocorre na vida do País, do Estado, do Município e do mundo, seja na administração pública, no comércio, indústria, serviço e social, por falta de veículos de comunicação, porque sem propaganda devidamente remunerada o Jornal não poderá ir aos leitores em geral, assinantes e avulsos. É gente, portanto, absolutamente importante, merecendo, por isso, a simpatia, a admiração e o apoio de todos, não ficando à margem o JC, o qual, formula seu abraço a todos os meninos e meninas de seu Departamento Comercial, desejando-lhes a ininterrúpta continuação de seus esforços em prol do Jornal e do prestígio do País. Um “viva” bem vibrante para todos vocês neste glorioso Dia do Publicitário. Que, juntamente com a saúde não lhes faltem disposição e energia para o pleno exercício de sua valorosa vocação profissional.

É a nossa opinião.

O autor, Nadyr Nerra, é o jornalista responsável do JC, é delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado.

“Como se encara a esperança em nossa vida? Lucro ou perda, pobreza ou enriquecimento? Tempo perdido ou tempo valorizado?”.