A diretoria do Noroeste foi mais rápida do que se esperava e num dia só demitiu o técnico Juninho Fonseca, promoveu o treinador dos juniores, Carlos Alberto Seixas, a interino e, já no fim da noite, anunciou Ivo Secchi como novo comandante da equipe.
Juninho Fonseca foi demitido pela manhã, após duas derrotas consecutivas do time nas duas primeiras rodadas da Série A2, contra São Bento (2 a 0), em Bauru, e Bragantino (2 a 1), em Bragança Paulista.
Para o posto vago, a diretoria promoveu Seixas, que chegou a dirigir um coletivo ontem à noite, no qual realizou algumas mudanças na equipe. Mas, logo depois, chegou o novo técnico, que deve comandar um treino hoje e definir a equipe que enfrenta a Matonense amanhã, às 20h, no Alfredo de Castilho, em Bauru.
Secchi, de 39 anos, desligou-se do Guaratinguetá, time que assumiu em dezembro passado, após trabalhar por 12 meses na Coréia do Sul, dirigindo o LG Anyang, de Seul. Antes de atuar no futebol asiático, Secchi dirigiu o CSA, Mirassol e União Barbarense.
O novo técnico do Noroeste também trabalhou por anos como auxiliar do técnico Oswaldo Alvarez, o Vadão, no Corinthians, Ponte Preta, São Paulo e Mogi Mirim. Esta será a segunda passagem de Secchi por Bauru, já que em 1987, atuou como zagueiro do Alvirrubro.
Secchi sabe que assume uma equipe em momento crítico. “Estou chegando ao Noroeste para um trabalho de resultados imediatos. É a oportunidade que chega e a encaro como mais um desafio”, disse o técnico.
Curiosamente, Secchi enfrentará a Matonense pela segunda vez em três rodadas, já que a estréia do Guaratinguetá foi justamente contra o time de Matão. O resultado da partida foi 1 a 0 para o Guará de Ivo Secchi, mesmo sem fazer uma boa apresentação. Na segunda rodada, o Guaratinguetá perdeu para o São Bento, por 2 a 0.
Como a contratação de Secchi foi realizada de surpresa, não se sabe como sua saída repercutiu no Vale do Paraíba. Na segunda-feira, ainda como técnico do Guaratinguetá, Secchi fazia planos para enfrentar o Bragantino, neste sábado
Sem mágoa
Juninho Fonseca foi contratado pelo Noroeste no final de novembro do ano passado, como um dos grandes trunfos da agremiação em sua luta pelo retorno ao grupo de elite do futebol paulista. Mas por causa das férias coletivas do grupo, o técnico não ficou nem um mês no cargo. Foram apenas 20 dias de trabalho e duas derrotas em dois jogos.
A demissão de Juninho Fonseca era esperada pelo próprio treinador que, na verdade, perdeu o cargo no sábado, logo após a derrota diante do Bragantino. A direção noroestina esperou o clima acalmar para fazer o anúncio, e também por uma questão de ética, evitando que a demissão fosse feita pela imprensa ou pelo telefone.
Juninho Fonseca afirmou que deixou o clube sem nenhuma mágoa e com o sentimento do dever cumprindo. “Fiz boas amizades aqui em Bauru, desejo boa sorte ao Noroeste, e que a torcida continue apoiando o time. Procurei dar tudo de mim para o clube, mas não foi possível. Futebol é resultados, técnico vive de vitórias, é assim que funciona. Saio triste, mas de cabeça erguida”, declarou.
Algumas horas antes de Carlos Alberto Seixas ser investido no cargo que era de Juninho, o Noroeste conversou com Roberto Fonseca, técnico do Mirassol, mas os entendimentos não chegaram a bom termo.