Os 52 professores da rede municipal que lecionavam em creches conveniadas com a Prefeitura Municipal de Bauru vão retornar para as escolas infantil e fundamental. Esta é uma das medidas adotada ontem pela Secretaria de Educação para tentar eliminar a defasagem de 141 profissionais na rede. A administração também está rediscutindo os convênios com terceiros e a cessão de professores para entidades sociais.
As informações são da titular da pasta, Ana Maria Lombardi Daibem. As mudanças visam eliminar a carência de professores e reduzir custos com a ocorrência de turnos dobrados. “Nós vamos praticamente acabar com as dobras, que geram prejuízos pedagógicos, de qualidade do ensino, e ainda custam quase três vezes mais que um profissional substituto concursado”, explica.
A convocação dos 52 professores municipais que atuavam em 22 creches conveniadas foi feita em reunião com os presidentes das entidades, anteontem. “Recebemos quase que compreensão total. Agora as creches com ensino infantil é que vão contratar os professores. Vamos realizar novos convênios e repor essa diferença na subvenção. Vão abrir novas vagas no mercado de trabalho”, considera Ana Daibem.
Contudo, esta ação não supre as 141 vagas necessárias na rede. “Seis professores que estavam cedidos para órgãos do próprio governo também retornam e outros 12 professores da área infantil e fundamental que estavam nas entidades sociais também voltam para a sala de aula”, amplia.
Entidades sociais
Nesta quinta e sexta-feira, a secretária se reúne, individualmente, com os dirigentes das entidades sociais para rediscutir os convênios de cessão de profissionais. “Foram identificadas distorções na relação entre o número de alunos e professores cedidos. Vamos resolver problemas de desvio de função e discutir os dados atualizados de cada unidade”, adianta a secretária.
A prefeitura mantém 67 professores de educação especial em entidades, sendo 24 no Lar e Escola Rafael Maurício, 26 na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), quatro na Associação de Pais e Amigos das Crianças Excepcionais (Apiece), 11 na Sociedade para Reabilitação e Reintegração do Incapacitado (Sorri) e dois no Lar Santa Luzia para Cegos.
Ana Daibem afirma que o critério de realocação na rede será técnico. “Vamos agir sem privilégio, vendo a situação de cada entidade por dados. De outro lado, conversamos com os professores que voltam à rede e aceitamos discutir uma proposta de realocação nas unidades. O que está definido é que eles não voltam para as creches”, cita.
Com a adoção dessas ações, a secretaria conseguiu reduzir o número de contratações por concurso neste início de gestão. “Estamos no teto com a lei fiscal, com margem muito pequena. São medidas de emergência para resolver a defasagem”, opina Daibem. No final, a pasta calcula que será preciso contratar 20 professores de ensino infantil e 35 do fundamental para completar o quadro.