08 de julho de 2026
Geral

HE fará coleta para exame de DNA

Por Ieda Rodrigues | Com Redação
| Tempo de leitura: 3 min

O Hospital Estadual (HE) Arnaldo Prado Curvêllo terá um posto de coleta de sangue para identificação de paternidade por intermédio de teste de DNA. Atualmente, quem mora em Bauru e região e ingressa na Justiça com processo de investigação de paternidade e não pode pagar pelo exame tem que deslocar-se para São Paulo, até o Instituto de Medicina Social e de Criminologia de São Paulo (Imesc), responsável por fazer o teste, para coletar o material.

O anúncio de que o HE e mais nove hospitais do Interior de São Paulo - Araçatuba, Campinas, Marília, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Santos, São José do Rio Preto, Sorocaba e Taubaté - terão posto de coleta de sangue para DNA foi feito ontem pela Secretaria do Estado da Saúde antes mesmo de comunicar a direroria do hospital, que soube da decisão pela reportagem.

Porém, a assessora de imprensa do HE, Eleide Bérgamo, disse que a unidade hospitalar já está preparada para fazer mais este serviço. “Há cerca de um ano um funcionário do Laboratório de Análises Clínicas do hospital passou por um treinamento para fazer a coleta de sangue para exame de DNA e já temos a sala de coleta”, explica.

A criação de novos postos de coleta de sangue para exames de DNA é fruto de uma parceria entre as secretarias de Saúde e Justiça. A Secretaria de Saúde disponibilizará as dependências físicas dos hospitais e o pessoal qualificado para coletar e encaminhar as amostras de sangue para exame.

À Secretaria de Estado da Justiça e da Defesa da Cidadania caberá agendar os exames, fornecer o material, dar apoio técnico e logístico, analisar as amostras e emitir os laudos de perícia por meio do Imesc. A previsão é que o serviço comece a ser oferecido em seis meses, segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Saúde, e reduza o tempo de espera para fazer o teste.

Atualmente, por conta da grande demanda de testes de DNA, o Imesc demora, em média, um ano e meio para atender a solicitação, segundo o juiz Horácio Furquim Guanaes, diretor do Fórum de Bauru informou ao JC no mês passado. De acordo com a Secretaria de Saúde, o Imesc poderá agilizar a realização dos testes graças a uma técnica mais prática de coleta de sangue.

Nova técnica

A amostra será colhida em um cartão, que vai guardar a gota de sangue retirada a partir de um furo no dedo do usuário. “Hoje são expedidos, em média, 1.200 laudos por mês.

A meta é, até o final do ano, fornecer 6.000 laudos mensalmente, acabando com a demanda reprimida e reduzindo o tempo de espera para dois meses”, informa o material distribuído pela assessoria de imprensa da Secretaria de Saúde.

Em média, o teste custa R$ 1 mil em laboratório particular.

A coleta regular será lançada em cada hospital com a realização de mutirões, mas ainda não há data de quando será realizado no HE.

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Centrinho quer reativar laboratório

O Centrinho, que está buscando recursos para modernizar seus equipamentos e reativar o laboratório de teste de paternidade através do exame de DNA, informa que a parceria entre as secretarias de Saúde e Justiça é bem-vinda.

“O laboratório do Centrinho tem um perfil diferente porque nasceu para atender pedidos da Justiça local, iniciando e concluindo os testes em Bauru”, observa o superintendente do hospital, José Alberto de Souza Freitas. Fundado em 1987, o Laboratório de Imunogenética do Centrinho realizou 1.200 exames até 2002.

Freitas acrescenta que a recém-anunciada cooperação entre órgãos estaduais (Justiça e Saúde) não é conflitante com as intenções de retomada dos testes pelo laboratório do hospital. “Enquanto isso, toda iniciativa que favorece a população, reduzindo a demanda repriminda, tem nosso apoio”, diz.