No ano passado, o número de contratações nas empresas que fazem parte do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), regional Bauru, cresceu 8,28%. O número é expressivo e retrata o bom desenvolvimento do setor no período de janeiro a dezembro de 2004. No total, foram abertos 1.391 postos de trabalho, em 17 cidades da região.
O levantamento foi divulgado pelo diretor regional da entidade, Ricardo Coube. Segundo ele, com esse índice, Bauru ficou em sexto lugar no ranking das regionais do Estado. “Foi uma excelente colocação, pois ficamos à frente de muitas cidades de maior porte”, destaca. Ao longo do ano, o índice manteve uma curva ascendente, com crescimento acentuado. No entanto, em dezembro, ficou estável, retratando o processo estagnado da indústria.
O índice foi influenciado pelas variações positivas dos ramos de produtos alimentares e material elétrico/eletrônico/de comunicações, que tiveram, respectivamente, 1,17% e 0,61%. “Estes são setores predominantes na região por número de empregados, ou seja, os que mais influenciam na ponderação do cálculo do índice total”, salienta Coube.
Ele acrescenta que o resultado só não foi melhor devido às variações negativas dos setores de editorial/gráfica e mecânica, que registraram queda de 0,88% e 0,65%, respectivamente. O quadro acima mostra a variação dos índices de emprego das 15 primeiras regionais do ranking do Ciesp. Os números são de janeiro a novembro. Como Bauru teve um aumento de 0,08% em dezembro, saltou de 8,20% para 8,28%.
O diretor regional da entidade explica que, comparando-se os meses de dezembro de 2003 com dezembro de 2004, o cenário melhorou consideravelmente, já que, no ano retrasado, o movimento foi negativo: -0,61%.
Sem euforia
O economista Fernando José Martha de Pinho vê com cautela esses números. Segundo ele, não dá para se empolgar com esse crescimento, já que ele foi expressivo porque no ano anterior o nível de emprego havia sido muito baixo. “O aumento existiu, sim, mas ele foi mais significativo do que real. O índice anterior havia sido quase zero”, salienta.
Ele salienta que, neste ano, a tendência é haver uma queda na atividade econômica, o que vai resultar em um mercado no mínimo estável.