08 de julho de 2026
Saúde

FOB estuda adolescentes em Bauru

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 2 min

Os professores Sílvia Sales Peres e José Roberto de Magalhães Bastos, do Departamento de Saúde Coletiva da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB/USP) estão coordenando uma pesquisa sobre a saúde bucal dos adolescentes em Bauru. O objetivo é identificar as principais necessidades dessa faixa etária e desenvolver programas específicos voltados à prevenção de problemas dentários.

Peres explica que o estudo está sendo feito com uma amostragem de 500 adolescentes entre 12 e 18 anos, selecionados das regiões Norte, Sul, Leste, Oeste e Centro da cidade.

Cada um deles passou por consulta odontológica e exame bucal. Agora, a equipe está em fase de tabulação e análise dos dados.

Essa preocupação com a saúde bucal dos jovens vem aumentando muito nos últimos anos. A situação tem se mostrado tão séria, que gerou recentemente a criação de uma nova especialidade na odontologia, a odonto-hebiatria (Hebe é a deusa grega da juventude).

“ E x i s t e uma grande janela entre a odontopediatria e a odontogeriatria”, admite Peres. Atualmente, adolescentes e adultos são tratados como um único e grande grupo.

“Mas é preciso trabalhar a saúde bucal o mais precocemente possível, de preferência conscientizando a mãe ainda na gestação. Estudos mostram que 83% das bactérias presentes na boca da mãe também são encontradas na boca do bebê”, adverte Peres.

Sede de três cursos de odontologia - FOB, Universidade do Sagrado Coração (USC) e Unive r s i d a d e P a u l i s t a (Unip), Bauru tem conseguido desenvolver um bom trabalho preventivo, segundo a professora.

“Nós temos, numa parceria com as três universidades, o programa Sorria Bauru, que atende crianças de 3 a 6 anos matriculadas nas Escolas Municipais de Educação Infantil (Emei). O objetivo é a promoção da saúde bucal por meio de atividades educativas e preventivas, com escovação supervisionada uma vez por semana em todas as Emeis”, informa.

Com a pesquisa sobre a saúde bucal dos adolescentes, os pesquisadores pretendem abrir novas frentes de atuação. “A tabulação e análise dos dados deve ser concluída nos próximos meses. A partir desses resultados, nossa intenção é descobrir quais são os principais fatores de risco e estabelecer ações de saúde bucal com foco específico nesses fatores”, informa.