09 de julho de 2026
Articulistas

Abaixo a tirania!


| Tempo de leitura: 2 min

É isso aí! Mas será que Bush é o “escolhido” para cumprir essa tarefa, e os EUA seriam o epicentro desse movimento de libertação mundial? “Há controvérsias!”, diria aquele personagem de Francisco Milani, na “Escolinha do Professor Raimundo”. Os EUA são a nação mais poderosa do mundo! Disso ninguém tem dúvida. Mas as atitudes intervencionistas, belicosas e unilaterais de seus governos recentes, não são características de quem defende ideais humanistas e universais. Esses ideais, por princípio, extrapolam fronteiras e geram comunhão de mentes, e nunca sua submissão. Também incluem o princípio da reciprocidade, e, neste ponto, a política internacional dos EUA têm exibido uma incoerência notável. Não aceitam os termos do Protocolo de Quioto - porque são os maiores poluidores do mundo -, mas estão de olho - talvez mais que isso - na região amazônica. Com certeza, não é pelo que ela tem acima do solo... A preocupação com o “Pulmão do mundo” não passa de uma “cortina de fumaça” para interesses econômicos... Sempre eles! Teoria de conspiração ou não, onde há fumaça...

Em compensação, os EUA têm sido os paladinos da não proliferação de armas atômicas... Quando uma nação - não aliada, ou que não seja do “tamanho” deles - afirma que tem um programa nuclear com fins pacíficos, eles desconfiam e querem inspecionar diretamente, à revelia e desprestígio da ONU. Querem a paz no mundo? Então por que mantêm seus arsenais, inexpugnáveis? A tirania é assim: usa o discurso carismático e o simbolismo para construir lendas oportunas, que dão aspectos transcendentais e argumentações “filosóficas” para duas das formas de pensar e agir mais recorrentes das potências históricas: “Façam o que eu digo, mas não façam o que eu faço!”, e “Estamos abertos ao diálogo, desde que a conclusão seja minha!”. Também tenta, muitas vezes, se revestir do manto da legitimidade e da ascendência divina, como se fossem a confirmação de profecias, embora seus atos neguem tudo o que pregam. O patriotismo exacerbado também é uma forma de fanatismo! Em verdade, tudo não passa de uma imensa hipocrisia! O poder, sem dúvida, fascina e compromete o discernimento das pessoas menos preparadas para lidar com ele, da mesma forma que é uma arma poderosa nas mãos dos mal-intencionados.

Para que a tirania desapareça da face da Terra é preciso muito mais que armas, ameaças, discursos e promessas... É preciso racionalidade e conscientização universal! Se a paz não for um interesse comum, cada um continuará procurando a “sua paz”, a ferro e fogo! Assim, enquanto não houver racionalidade e respeito entre os seres humanos, quem prometer o fim da tirania só estará interessado em assegurar o seu monopólio!

O autor, Adilson Luiz Gonçalves, é engenheiro, professor universitário, articulista e poeta