07 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Livre arbítrio


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Nudez e violência, infelizmente, são artigos que se vendem, se mostram facilmente nos meios de comunicação.

A visão de uma mulher nua ou de uma pessoa morta a tiros não causa mais nem repulsa ou ao menos indignação em boa parte das pessoas. Há corpos estampados em cartazes em bancas de revistas. O adulto ainda tem um certo controle emocional (será?), mas o que dizer de nossos adolescentes, com todos os seus hormônios aflorando? Como se comportarão? E nossas filhas, vendo a todo momento que um corpo bonito pode servir de instrumento de chantagem, de barganha, de meio de vida? E o que dizer das cenas de sexo na TV?

Muitas vezes o problema não está na cena em si, mas nas tramas pra chegarem até ali, nos sentimentos e/ou valores menosprezados. O corpo feminino está exposto pra quem quiser ver; passou a ter o valor de uma revista. Valores como casamento e família estão em baixa. As pessoas preferem apenas namorar (ou ficar) à assumir as responsabilidades de um casamento, de uma vida a dois. Talvez porque seja mais fácil trocar de namorado do que de marido. É como se pessoas fossem como sapatos que pudessem ser trocados quando não mais nos esquentassem os pés. Relações duradouras tornaram-se descartáveis.

A verdadeira violência é a que cometemos contra nós mesmos. É a mais difícil de perdoar. Há uma frase de John Lennon (se não for, me corrijam) em que ele diz: “Haverá um dia em que você se encontrará consigo mesmo e só dependerá de você para que este dia seja o melhor ou pior da sua vida”. É o livre arbítrio.

Professor José Reginaldo Furtado - RG 14.808.646