• Nova versão
Não foi bem a disputa por uma vaga na Comissão de Justiça, Redação e Legislação que levou os tucanos Marcelo Borges e João Parreira a se desentenderem anteontem na primeira sessão legislativa do ano. A nova versão que chegou à coluna revela que Marcelo tinha intenção de colocar um membro do PSDB em todas as comissões legislativas, já que o partido era o primeiro a indicar os nomes.
• Consenso
Ainda segundo esta versão, Parreira tentou convencer Marcelo de que o melhor era o consenso, abrindo a oportunidade para que outros partidos também pudessem ter representantes nas comissões. O tom da conversa teria sido amigável, mas Parreira não teria gostado nem um pouco da intransigência do colega de partido. Borges teria insistido no estilo “goela abaixo”, que costuma render desavenças e desafetos no meio político.
• Tarifa social
O presidente do DAE, José Clemente Rezende, tem uma missão difícil pela frente: convencer a Câmara Municipal a alterar os critérios que definem a tarifa social aplicada em cerca de 20 mil imóveis da cidade. Hoje, quem consome até 5 mil litros de água por mês fica isento de pagamento.
• Zona nobre
Segundo Clemente, boa parte das 20 mil residências beneficiadas com a tarifa social está localizada na zona central e sul da cidade, ou seja, regiões nobres cujos moradores, em tese, têm condições financeiras de arcar com a tarifa de água. Os novos critérios vão exigir residência com no máximo 45 metros quadrados de área construída e renda de dois salários mínimos.
• Estratégia
Para começar a conversa com os ex-colegas de plenário, Clemente terá que, pelo menos, preparar um detalhado levantamento comprovando que o atual sistema beneficia quem tem bolso mais gordo. Se este universo estiver bem definido, cristalino, a conversa tem bom início. Discutir com dados de consistência questionável, como ocorreu no caso do custo por tonelada do lixo, já é um erro de partida. Esta lição o governo já deve ter aprendido.
• Amanhã
A executiva municipal do PT vai se reunir amanhã à tarde para discutir um virtual afastamento da administração do prefeito Tuga Angerami (PDT). Particularmente, a presidente do partido, Estela Almagro, é contra o rompimento. Ela deixa bem claro que a legenda não reivindicou e não vai reivindicar participação no governo.
• “Dura lex, sede lex”
O presidente da Câmara Municipal e jurista Toninho Garmes (PSDB) lançou mão de seus conhecimentos especializados para comentar um fato em plenário, na sessão de anteontem, através de um brocardo jurídico. Faria Neto registrou protesto pelo Regimento impedir que ele participe de comissões permanentes. Garmes lançou o brocardo em latim que significa: “Dura é a lei, mas é a lei”. O irreverente vereador Parreira aproveitou o ensejo e advertiu um munícipe assíduo da galeria que a expressão não tinha relação com nenhuma marca de relógio (Rolex).