08 de julho de 2026
Regional

Itapuí combate mosquito da dengue e caramujo africano

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 2 min

A cidade de Itapuí (42 quilômetros a leste de Bauru) está com uma infestação do mosquito Aedes aegypti acima do normal. A Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza que o índice tolerável é de 5 (índice de Breteau) e a Secretaria Municipal da Saúde de Itapuí estima que o índice do município esteja em 7.

O diretor de Higiene e Saúde da cidade, César Augusto Thomazi, explicou ontem que um arrastão por toda cidade será deflagrado a partir de segunda-feira.

O índice de Breteau é calculado com base no total de recipientes com larvas do mosquito em relação à quantidade de imóveis pesquisados.

Outro problema que será combatido é a grande presença do caramujo africano, considerada por Thomazi também com uma infestação.

A partir de segunda-feira, equipes da prefeitura vão combater os criadouros do Aedes aegypti e coletar os moluscos que se espalharam pelo município. Thomazi explica que a operação será em forma de mutirão, com as equipes atuando em dois módulos. Cada módulo terá oito agentes comunitários de saúde do Programa de Saúde da Família e oito funcionários de serviços gerais. Uma outra equipe auxiliará na coleta de caramujos nos pontos de infestação. Os focos dos moluscos foram detectados, principalmente, em terrenos com mato alto, locais com restos de material de construção (telhas e madeira) e entulho.

Além da coleta do lixo os profissionais da saúde estarão fazendo um trabalho educativo visando conscientizar os moradores sobre os perigos da dengue e do caramujo africano.

Thomazi explica que o caramujo africano (Achatina fulica) hospeda um parasita (do gênero angiostrongylus) que provoca no ser humano obstrução intestinal e inflamações no intestino, o que pode levar à morte. Ele considera que a infestação de caramujo é uma novidade para o município de Itapuí.

Um dos moluscos (Angiostrongyus costaricensis) pode provocar fortes dores abdominais, febre, perda do apetite e vômitos, com a possibilidade de evoluir para a perfuração do intestino. O outro (Angiostrongyus contonensis) é causador de um tipo de meningite, que ocorre quando o verme se aloja no sistema nervoso central do paciente. Além de causar a inflamação das meninges, pode levar à cegueira, paralisia e, em casos extremos, à morte.