07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

• Sabatina

Os vereadores da bancada de oposição parecem que não vão dar trégua aos tuguistas. Depois de conquistarem a Mesa Diretora da Câmara Municipal e as duas principais comissões temáticas da Casa, agora querem sabatinar o presidente da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural, Renato Purini, e do Departamento de Água e Esgoto (DAE), José Clemente Rezende.

• Comissão

A Comissão de Justiça, Redação e Legislação decidiu convocar Purini e Clemente para que eles exponham seus planos de ação no comando das empresas que presidem. A notícia foi bem recebida pelo presidente do DAE, Clemente Rezende.

• “Atrasados”

Clemente diz que os membros da comissão estão “atrasados” no convite. Em ofício enviado à Câmara, lido na última sessão, o presidente do DAE já se colocava à disposição do Legislativo para esclarecimentos e participação em reuniões para debater assuntos de interesse da comunidade.

• Não vota

Aliás, o prefeito Tuga Angerami (PDT) enviou os ofícios à Câmara para que o plenário aprove as indicações para a Emdurb e DAE. As indicações estão na pauta da sessão de segunda-feira, mas até onde se sabe pode haver pedido de adiamento das votações para que Purini e Clemente passem pela sabatina.

• Reunião do PT

A executiva municipal do PT vai se reunir hoje à tarde para discutir o apoio à administração Tuga Angerami. Segundo informações extra-oficiais, o vereador petista José Carlos Batata não deverá comparecer. Especula-se que ele e a presidente da Executiva, Estela Almagro, têm posições divergentes sobre o tema.

• Mesa de bar

O projeto de lei que impõe o fechamento dos bares às 23h está na pauta da sessão de segunda-feira. De autoria do vereador João Parreira (PSDB), a proposta é polêmica e já tramita pela Câmara há mais de seis meses.

• Contexto

A proposta de Parreira precisa ser analisada sem a influência passional ou sob o ângulo do bem contra o mal. É preciso discutir, por exemplo, qual é a política pública para o setor de entretenimento noturno, uma das vocações da cidade, e de que forma pode ser potencializado esse negócio com a definição de áreas urbanas com a garantia ao sôssego dos lares e a eliminação de focos de violência.

• Plano de gestão

De outro lado, a revisão do Plano Diretor e do zoneamento precisam vir antes de tudo para também ser definida qual a política de ocupação do solo. A preocupação com segurança pública, inerente à discussão dos bares, é relevante, mas não pode ser apropriada de forma isolada. Existem outros focos pendentes, como a relação da lei do silêncio com o ruído provocado por templos religiosos e os próprios estabelecimentos comerciais em alguns locais.

• Copo raso

Infelizmente, nas vezes em que o projeto dos bares foi a plenário, na gestão anterior, a discussão descambou para um nível desastroso. Parecia a disputa dos anticachaça contra o grupo dos rotulados de pinguços junto com a turma dos boêmios. Espera-se que o conteúdo não seja tão raso desta vez.