A opção mais comum entre os universitários que deixam o ambiente familiar é morar em repúblicas, dividindo o espaço privado com outras pessoas, às vezes totalmente desconhecidas.
Num contexto como esse, respeitar as diferenças, o espaço do outro e saber dialogar nos momentos de divergência é uma das regras importantes para o bom desempenho da casa. É o que afirma o recém-formado artista plástico Eduardo Dutra Rompa, 23 anos, que divide a casa com outros dois amigos.
Eduardo afirma que já abandonou uma república por problemas de relacionamento. Hoje, depois de quatro anos de experiência, é veterano no assunto e diz que não tem enfrentado problemas.
Na avaliação do estudante Eduardo Martins Ribas, 20 anos, que vai cursar o 2.º ano de engenharia elétrica na Unesp, é necessário dividir tarefas e definir regras para o bom funcionamento da república. Também a afinidade entre os moradores, segundo o universitário, é outro aspecto importante.
Opinião semelhante tem o universitário Victor Hermoso Mustácio. Para não constituir república com pessoas desconhecidas e enfrentar eventuais problemas de convivência, o estudante preferiu viajar durante o ano passado de sua casa, em Pederneiras, até Bauru. Agora, ele conta que se sente preparado para montar uma república com os colegas de classe.
“No começo, quando entrei na universidade, várias pessoas me convidaram para morar junto. Só que eu não conhecia ninguém e poderia me dar mal. Como minha cidade era perto, achei melhor esperar um ano. Acho que foi a melhor decisão”, destaca.
Topa tudo
No começo do curso universitário, viver em comunidade pode ser uma experiência no mínimo “festiva”.
Há estudantes, por exemplo, que não se importam em dividir o espaço da casa com um grande número de pessoas.
Entretanto, com o passar do tempo, o processo se torna mais seletivo. Ou seja, há uma tendência do universitário procurar maior privacidade e afinidade no momento de constituir uma república.
Foi o que aconteceu com a jornalista Maria Paula Braga Morad, 24 anos. No começo do curso universitário, ela dividiu o espaço da casa com cinco meninas, mas depois foi buscando maior privacidade. Hoje, depois de formada, compartilha a casa com apenas uma amiga. “No começo da faculdade você topa, à princípio é muito divertido, mas depois você vai ficando mais seletiva”, observa.