07 de julho de 2026
Regional

Mãezona

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 1 min

Na opinião do sentenciado José Roberto Pereira, a diretora é sinônimo de mãezona. “Ela cuida muito bem da gente, mas sabe ser brava e corrigir quando é preciso. Nós a respeitamos, porque é recíproco.”

O detento Elizeu Braga diz que o principal fator positivo da figura feminina é o tratamento diferenciado. “Ela confia na gente. Nós não passamos humilhações aqui. Não tem briga nem droga. Ela sabe de tudo e puxa a orelha daqueles que insistem em infringir as regras.”

“A figura opressora dos diretores do sexo masculino é substituída pela figura de uma defensora dos direitos”, diz o sentenciado Jean Carlo Harmuch, que já passou pela P 2 de Bauru. “Ela valoriza o ser humano. A lei nos dá o direito de termos a nossa integridade física e moral respeitada.”

Ele acha que a pena não deve ser superior a aplicada pelo judiciário. “Se cometemos um crime, temos que pagar por isso. Mas a restrição de dignidade e de cidadania é inadimissível.”

A figura da diretora para ele remete a da mãe. “Eu vejo na doutora Kerche uma mãe que briga, aplica castigo, se necessário for, mas que a gente percebe que logo ela está chateada. A maioria dos presos respeita a mulher porque ela representa a figura materna.”

Ele acredita que com o tratamento digno, os detentos podem ser ressocializados. “Eu acho que desta maneira é possível recuperar o homem que comete um crime.”