O lavrador Júlio César de Oliveira Santos, 21 anos, que morava em Agudos, morreu por volta das 18h de sábado com um tiro na cabeça. Dois rapazes que estavam próximos dele e populares informaram à polícia que o rapaz atirou contra a própria cabeça ao fazer “roleta russa”, brincadeira que consiste em colocar uma única bala no tambor do revólver, girá-lo, apontar a arma para a cabeça e atirar. A “sorte” decide a vida ou a morte do jogador.
O caso, registrado como suicídio, ocorreu na rua Luiz Vicentini, no bairro Pampulha, em frente à casa 346, que está desabitada. A polícia apurou que Santos estava no local, sentado na via pública, com dois conhecidos, bebendo pinga. Ele rodou o tambor e apertou o gatilho duas vezes antes de ser ferido, segundo testemunhas informaram à polícia.
“Dois conhecidos do rapaz, que estavam com ele, disseram que ele sacou a arma desafiando os demais, dizendo que tinha coragem, rodou o tambor duas vezes. Na terceira vez, o tirou saiu, acertando-o na cabeça”, relata o delegado Carlos Ricardo Mariotto, do Distrito Policial de Agudos.
Os fatos teriam acontecido muito rapidamente, sem que as testemunhas tivessem tempo de evitar a brincadeira de “roleta russa”. O rapaz teve morte instantânea. A arma, um revólver Rossi calibre 32, com numeração raspada, foi apreendida.
De acordo com o delegado, a arma tem capacidade para seis projéteis, mas estava com um apenas, o que foi deflagrado e matou Santos. Inconformado com o ocorrido, o pai do rapaz comentou com Mariotto que se soubesse que seu filho estava portanto uma arma teria acionado a polícia.
O lavrador não tinha passagens pela polícia e nem sofria depressão ou outro problema de saúde, de acordo com o que Mariotto apurou junto aos familiares da vítima. A Polícia Civil vai instaurar inquérito para apurar a origem da arma e a circunstância da morte.