Dirigentes de creches compareceram ontem à sessão da Câmara Municipal para protestarem contra a decisão da Secretaria de Educação de remanejar professores cedidos a essas entidades. O ato contou com o reforço de mães de crianças e de um grupo de professores diretamente atingidos pela situação.
Para o diretor da Creche Nova Esperança, Nélson da Silva Bastos, diz que a decisão da secretaria foi “infeliz”. “Existe uma parceria entre o Poder Público e as entidades. Achávamos que qualquer medida que fosse tomada nesse sentido deveria ser precedida de um longo estudo com avaliação criteriosa de cada caso”, afirmou. Sua creche ficou sem quatro professores.
Bastos está indignado com a situação. “Estão tirando de quem não pode ser tirado, que é a dignidade de uma criança pobre da periferia”. Ele disse que estranhou o comportamento da Câmara. “Me causa estranheza e indignação de que esse movimento tenha que ter partido das creches, das mães e dos professores e não tenha nascido nesta Casa, que é do povo”, comenta.
A crítica de Bastos é reforçada pela diretora da Creche Monteiro Lobato, Patrícia de Araujo Dabus. “Foi uma solução equivocada porque vestiu um santo e desvestiu o outro”, avaliou. Ela disse que toda parte pedagógica da creche para o início do semestre já estava organizada. “Isso foi feito de uma última hora, sem comunicação. Que política é essa na qual se respeita o nosso trabalho?”, questiona.