As palavras mais usadas durante a apresentação do elenco do Plasútil-Sukest foram reconstrução, reinício e resgate. Tanto o presidente José Martha, como os componentes da comissão técnica enfatizaram este aspecto.
Martha reiterou em seu discurso aos atletas que o clube inicia uma nova fase. “No ano passado tivemos muitas dificuldades e fomos obrigados a realizar um trabalho de curto prazo, para nos mantermos na Divisão Especial. Mas agora estamos iniciando uma nova fase, na qual daremos atenção especial às categorias de base”, declarou.
Por sua vez, em seu discurso o técnico Tom Zé lembrou dos títulos conquistados por Bauru e a necessidade de resgatar a auto-estima da equipe, que segundo ele, andou abalada nos últimos anos. Sem meias palavras, o treinador tentou mexer com o brio dos atletas e foi até um pouco dramático.
“Aqui nós temos um jogador (Soró) que não tem coragem de falar que foi campeão brasileiro em 2002. Temos jogadores que foram convocados para seleções em todas as categorias de base. Nós temos de resgatar isso, se não qualquer cachorro que latir nos porá para correr”, enfatizou.
O treinador falou bastante em compromisso com o trabalho. “O melhor jogador para mim não é aquele que faz 30 pontos em um jogo, mas aquele que está comprometido com o projeto, da mesma maneira que eu”, lembrou, acrescentando que nos últimos três anos, em que trabalhou na Uniara, não teve férias “graças a Deus”.
Para provar que veio a Bauru para realizar um trabalho sólido, o técnico lembra que já se mudou para a cidade e trouxe sua família - a esposa Kátia e os filhos Tales, de 17 anos, Ynaê, de 14, e Júnior, de seis. “Este é um dos pontos principais para o sucesso. Comprar no supermercado de Bauru, estudar seus filhos aqui, sua mulher trabalhar aqui.”
O preparador físico João Paulo Borin também fez um discurso motivador e lembrou aos atletas que eles são os principais responsáveis por eles mesmos. Especificamente sobre seu trabalho, Borin avisou que exigirá trabalhos especiais de perna. “Basquete se joga com a perna, não com o braço. Perna marca, corre e salta”, disse.
Logo após a apresentação os atletas foram submetidos a uma bateria de exames e seriam avaliados fisicamente por Borin. Os trabalhos técnicos e táticos começam a partir de hoje.
Laboratório
Para o técnico Tom Zé, a opção do Plasútil-Sukest em usar o Torneio Novo Milênio como “laboratório” para formar a equipe que disputará o Paulista não significa que seu time não vá brigar pelo título da competição. “Eu entro para ganhar, mas nossa prioridade número um é formar uma base. É importante disputar título, mas hoje não posso dizer que temos chances de disputar título, porque esses jogadores mal se conhecem, não jogaram juntos. Não sei como se comportarão taticamente”, avalia Tom Zé.
O técnico não se incomoda com possíveis cobranças por resultados imediatos, já que assume claramente uma postura de trabalho a médio e longo prazo. “Eu não tenho dúvidas onde quero chegar. Aqui em Bauru o maior descrédito está aqui mesmo. Lá fora todo mundo respeita Bauru, mas aqui dentro foi feito um descrédito tão grande que e estou vindo de fora resgatar esse crédito”, desabafou Tom Zé.