v“A educação, diante de tantas informações, tem que ser repensada. Além de aprender a aprender, os educadores devem ser capazes de aprender a desaprender para renovar e reatualizar os conhecimentos em face das novas configurações do mundo e do mercado de trabalho”. (Mehedeff, 2002).
Um expediente imprescindível deve ser o investimento de novos recursos tecnológicos a fim de que favoreçam a aprendizagem. Tecnologia no seu vasto sentido é um componente inescusável ao ser humano que a inventa e põe em prática com o objetivo de tornar sua vida menos complicada. Ela intervém na educação em cujo processo o ser humano se transforma em um indivíduo competente e autônomo, capaz de definir, decidir-se e de tornar realidade os seus intentos.
Nesta operação de desenvolvimento, é necessária uma autêntica reinvenção da escola, isto é, fazer da tecnologia um meio para que a escola demarque seus fins com o propósito de melhorar a aprendizagem, capacitando o aluno a fazer o que antes não conseguia fazer, manifestando seus potenciais em competência. “O benefício da educação por competência é, antes de mais nada, voltado para o indivíduo que se conduz para uma transformação pessoal e cultural”. (Perrenoud, 2000).
Além do mais, a tecnologia é indispensável, faz parte integrante do cotidiano, pois ela permite ampliar com facilidade a informação almejada, difundir e trocar experiências; interatuar com outras pessoas, bem como trabalhar, entreter-se e adquirir conhecimentos uns com outros...
A eficácia neta dimensão só se verificará, portanto, quando houver desapego das ultrapassadas concepções, costumes, conjeturas. O rompimento com o velho padrão deve ser radical, pois assim a mudança será legítima e viabilizará uma estrutura adequada ao desenvolvimento com autonomia de aprendizagem através dessa importante ferramenta: a tecnologia. (A autora, Wilma Maria Sanches, é especialista em língua portuguesa e professora)