11 de julho de 2026
Regional

'Padre Mário' aguarda posse hoje na Prefeitura de Barra Bonita

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 2 min

Barra Bonita - O padre Mário Donizeti Floriano Teixeira (PT) foi diplomado como prefeito de Barra Bonita (68 quilômetros a sudeste de Bauru) ontem pela Justiça Eleitoral, às 16h45. Para que ele assuma a prefeitura ainda é necessário que a Câmara Municipal de Barra Bonita seja oficiada pela Justiça Eleitoral para proceder à posse do novo prefeito e do vice, Marcos Valdomiro Ribeiro do Prado, também diplomado ontem.

O presidente do Legislativo municipal, o vereador Constantino Antônio Frollini (PSDB) não foi encontrado ontem em Barra Bonita para ser notificado da diplomação. Depois de notificado, ele tem até 24 horas para convocar uma sessão extraordinária para dar posse ao novo prefeito, explicou, ontem, Vanderlei Calvo, advogado da Câmara Municipal de Barra Bonita. Calvo informou que Frollini estaria em Campinas.

Um fato curioso é que a prefeitura da cidade estava a cargo do presidente da Câmara como define a Lei Orgânica do Município.

O prefeito eleito da Estância Turística de Barra Bonita, Dimas de Sales Paiva (PSDB), teve sua diplomação cassada, anteontem, por decisão da Justiça Eleitoral, acusado de compra de votos na eleição de outubro de 2004. Ontem, ele já não estava mais no cargo cumprindo a sentença do juiz José Claudio Domingues Moreira, da 200.ª Zona Eleitoral da Comarca de Barra Bonita. O despacho do juiz determinou o imediato afastamento de Paiva e a posse do segundo colocado nas eleições em 4 de outubro de 2004.

O advogado Henrique Gonçalves de Oliveira, que defende o médico Dimas de Sales Paiva (PSDB) garantiu ontem que a defesa entrará hoje com uma ação junto ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo pedindo a suspensão da sentença que cassou a diplomação do tucano.

O recurso será protocolado até as 18h de hoje e, basicamente, argumentará três pontos. Conforme o advogado, a sentença ampliou a ação inicial que acusava Paiva apenas de ter comprado votos. Oliveira diz que na sentença o juiz acolheu uma prova pericial, denúncia de doação de cesta básica, consultas oftalmológicas e tratamento dentário.

O outro argumento da defesa é que há falta de provas da compra de voto, principal acusação que pesa contra Paiva. O advogado acrescenta que não houve vinculação do pagamento do pessoal que trabalhou na campanha com a exigência do voto. Ele confirma a existência dos contratos, mas que teriam apenas a assinatura do contratado.

Até ser julgado em segunda instância pelo TRE, o recurso da defesa ainda será contraposto pela coligação do “Padre Mário”, que propôs a cassação. Depois, apreciado pelo Ministério Público Eleitoral e, então, remetido para o TRE.