08 de julho de 2026
Regional

Perseguição prende 2 em precipício

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 4 min

Marília - A Polícia Militar prendeu ontem três homens em Marília (100 quilômetros a Oeste de Bauru) após o trio participar de um assalto a ônibus de sacoleiros em Assis. Depois do assalto, a Polícia Militar Rodoviária de Assis perseguiu um veículo até Marília, mas na entrada da cidade perdeu o contato. A Força Tática de Marília foi informada pelo rádio e entrou na perseguição a um Golf, pelas ruas do Jardim Vivendas. A captura levou mais de 12 horas e com os assaltantes escondidos em uma mata durante a madrugada, o que dificultou a prisão.

No carro, perseguido desde Assis, estariam Marcelo Silva Rodrigues, de 35 anos, Alcione Lemes da Silva, de 21 anos, e Ronaldo Ferreira da Silva, de 44 anos. Os assaltantes entraram em uma rua sem saída e fizeram alguns disparos contra as duas viaturas.

A rua já dá acesso à zona rural, onde existe uma erosão de cerca de três metros de profundidade. O carro tombou no buraco. Eles continuaram a fuga a pé, apesar de Ronaldo ter levado um tiro na perna, ainda em Assis.

Quando a polícia chegou no carro já não havia ninguém e foram encontrados uma pistola (PT 380) e 10 cartuchos. Ao lado do carro foi abandonada a espingarda calibre 12, municiada com sete cartuchos.

O sargento PM da Força Tática, Sergio Luís Silva, diz que havia muito sangue dentro do veículo. As duas equipes se reuniram e iniciaram a busca às 2h. Uma equipe seguiu o rastro de sangue, enquanto a outra ficou na cobertura. O sargento PM conta que próximo ao lugar onde o carro tombou, a vegetação da mata era fechada.

Os policiais foram seguindo as marcas de sangue, quando foi ouvido um barulho de alguém correndo. Em seguida, se ouviu o som que indicava a queda dos marginais. Daí os policiais cercaram o local e pediram reforço das equipes da 1ª Cia e 3ª Cia da Polícia Militar. Silva conta que estava muito escuro e foi necessário aguardar o dia amanhecer.

Com o apoio do helicóptero Águia, de Bauru, e dos soldados do Corpo de Bombeiros, foram retomadas as buscas aos assaltantes. Silva conta que Alcione foi preso ao meio-dia. Ele teria cavado um buraco, onde se camuflou com a lama.

Às 14h30, os bombeiros e policiais militares localizaram os outros dois assaltantes. Silva conta que a dupla estava presa em um lugar no pé do morro, a uma altura de 70 metros. O policial conta que foram utilizados 130 metros de corda para chegar ao local. Um dos marginais tinha um machucado nas mãos. Durante as buscas foram recuperada uma quantia de dólares e reais roubada dos sacoleiros em Assis.

Os três assaltantes foram socorridos ao HC de Marília. Alcione foi hospitalizado com suspeita de traumatismo craniano. Se forem liberados hoje, os três devem ir para Assis onde o inquérito será instaurado. Eles foram autuados em flagrante por roubo.

A PM continuou as buscas no local trabalhando com a hipótese de um quarto homem, de nome Adilson, ainda estar na mata. Foi apurado que Ronaldo reside no Jardim Jaraguá, em São Paulo, e Marcelo e Alcione são da cidade de Divinópolis, em Goiás. O Golf tem placas CPP 9199, de Uberlândia, Minas Gerais, de onde foi roubado para a ação criminosa. A PM não tinha informações sobre o caminhão que também participou do assalto.

Assalto

A ocorrência que culminou com a prisão de três assaltantes começou pouco depois da zero hora de ontem. Um comboio de cinco ônibus foi interceptado por um Golf, sem placas, e um caminhão, no km 399 da rodovia Rachid Rayes (SPP 33), no município de Assis.

Dois dos ônibus escaparam do cerco, outros três foram obrigados a parar. Os ocupantes do caminhão saíram atirando na direção dos veículos de transporte de passageiros, quando um dos assaltantes que estava no Golf, Ronaldo, foi atingido na perna. Eles obrigaram os 30 passageiros a darem cerca de R$ 61 mil reais e foram embora.

Os ônibus com sacoleiros vinham de Belo Horizonte, Minas Gerais, para Foz do Iguaçú, Paraná, onde iriam para Cidade do Leste, no Paraguai. Os três veículos de turismo ficaram por um tempo na base da Polícia Rodoviária de Assis e depois foram liberados.