08 de julho de 2026
Articulistas

Nada se perca!


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Aí está mais uma manhã clareando a vida das massas.... Vida que todos os dias, ou quase todos, tem algo de novo para oferecer ao conhecimento ou à imaginação de todo mundo. Novo, bom ou mau, porque as mudanças existenciais são diversas, a todo momento mutáveis, repetimos. E, sendo assim, ensinam as pessoas, abrindo-lhes amplamente seu leque de lições, sem dúvida bastante sábias, inteligentes e oportunas.

Ontem, recebemos uma com a sua intrínseca validade. Deixada por algum amigo, a quem agradecemos imensamente, encontramos sobre nossa mesa de trabalho um folheto com a mensagem (várias), uma das quais dizendo: “Que ninguém perca a luz e o brilho dos olhos, mesmo sabendo que muitas coisas que verá escurecerão seu olhar”. Outra: “Que ninguém perca a garra, ainda sabendo que a derrota e a perda são dois adversários extremamente perigosos”. Finalmente, a terceira: “Que ninguém perca o amor por sua família, mesmo sabendo que ela, muitas vezes, exige esforços incríveis e sobrenaturais para manter a harmonia”. Qual o título das expressivas mensagens? “Que você não perca!” É como encabeça a folha, ensejando muitos pensamentos e não poucas indagações, que induzem as pessoas a uma série de inquirições sobre a vida que vivem.

Não são poucos os caminhos que todos têm de seguir para que a sua existência não estacione instante algum, mas, ao contrário, prossiga sem interrupção até o fim, vencendo os obstáculos e driblando os semáforos que o destino lhes reserve na sua jornada, que se podem destacar entre ausência de romantismo resultante da mudez das flores, carência da vontade de viver e perda de equilíbrio, de vontade de amar, da razão interior, do sentimento de justiça e da predisposição para ser grande na existência que não é pequena porque os entes criados por Deus o foram destinados ao crescimento físico e mental a fim de que a humanidade não sofra solução de continuidade.

Portanto, nada se deve perder e, sim, ganhar através das melhores formas. É a nossa opinião. (O autor, Nadyr Serra, jornalista responsável do JC é delegado da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado). “O milagre é habitual. Basta um pouco de serenidade e sensibilidade para descobri-lo na superfície do cotidiano mais trivial”.