08 de julho de 2026
JC Criança

História de bonecos se confunde com a nossa

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

As bonecas existem desde que homem é homem. Em ruínas do Egito Antigo, da Babilônia, da China e das civilizações astecas, foram encontradas formas rudimentares delas. Mas, antes mesmo disso, na África e na Ásia, as bonecas eram usadas em rituais sagrados e os brinquedos já serviram para espantar maus espíritos. O chocalho, por exemplo, era tido como um bom instrumento de proteção e, por isso, deveria ser colocado nas mãos dos bebês.

Pião e bolinhas de gude também foram encontrados em túmulos de crianças que viveram cerca de três mil anos A.C., na Babilônia. No Egito Antigo, as marionetes, com corpo de madeira e a cabeça de marfim, serviam de divertimento para os faraós. Em Atenas, no século V, eram usadas na encenação de tragédias gregas e na Idade Média, na Europa, representavam autos religiosos e eram usadas pelos padres para ensinar o Evangelho.

Originalmente, os brinquedos de todos os povos eram feitos em casa, em pequena escala e atendia às necessidades particulares. No interior do Brasil, palhas secas de milho dão origem a bonecas – é só a gente lembrar da Emília e do Visconde de Sabugosa, do Sítio do Pica-pau Amarelo - assim como retalhos de tecido e arames usados. A mais famosa boneca do mundo, a Barbie, surgiu em uma pequena produção familiar em uma garagem de uma casa de Los Angeles, Estados Unidos. Desde 1880, uma senhora alemã chamada Margaret Steiff, paralítica e por isso sem poder andar, passava seu tempo confeccionando animaizinhos de feltro para crianças. Em 1903, ela lançou os ursinhos de pelúcia.

À medida que a industrialização foi se impondo, novos materiais e conceitos foram introduzidos. A Alemanha passou a ser o centro espiritual e produtivo dessas fantásticas fábricas. A cidade de Nuremberg se transformou em referência da criação e produção de brinquedos. É a pátria dos soldadinhos de chumbo e da emblemática fauna da Arca de Noé, das bonecas e depois de carrinhos e outras peças.

Mais tarde outros países, principalmente Estados Unidos e Japão, entraram nessa corrida e a capacidade criativa do homem deu origem a maravilhas lúdicas, que permanecem sendo reinventadas.

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Bonecos de todos os tamanhos, cores e formas deixam a garotada doidinha. Meninos se dividem entre heróis e vilões, que mesmo representando o "mal" chegam cheios de acessórios que fica até difícil não gostar deles. Matheus Rodrigues Garcia, 7 anos, não abre mão de seu bonecos e adora passar horas brincando com os amiguinhos. "Mas agora começaram as aulas e brinco mais sozinho." Ele tem soldadinhos de guerra, o famoso Max Steel e, é claro, os Power Rangers. "Eu também tenho bonecos do mal para brigar com os heróis", conta Matheus. Para ele, o mais legal nesses brinquedos são a semelhança com as pessoas. "Mexe como gente e são bonitos. Deixo em cima da minha cômoda." Os irmãos Hideki, 12 anos, e os gêmeos Yugo e Enzo Shirosaki Marçal de Souza, 6 anos, também gostam de se divertir com os heróis. Hideki já não é tão ligado como os irmãos, mas guarda seus exemplares. "Quando eu era menor, brincava mais." Já o Yugo adora os bonecos de cavaleiros com espadas, Dragon Ball, Max Steel e Power Ranger. "A gente brinca de luta", conta Enzo.

As meninas guardam suas bonecas com muito carinho. Luri Shirosaki Marçal de Souza, 10 anos, possui bonecas de pano, articuladas, bebês, enfim, uma boa variedade. "Gosto de brincar sozinha ou com amigas." para ela, o mais legal é poder trocar as roupas, pentear os cabelos e colocar acessórios.