08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

OS AGUADEIROS DE ITABUNA


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Lembro como se fosse ontem, ou há poucas semanas, dos aguadeiros que abasteciam muitas das residências mais afortunadas da minha cidade. Eram homens que conduziam jumentos carregados com quatro corotes, barris de tamanho médio com capacidade para 20 litros cada um. Os aguadeiros enchiam os corotes no rio Cachoeira e, quando não tinham encomenda certa, passavam pelas ruas gritando: “água freguesa, água patroa!”. Outros, em vez de pregão, se faziam anunciar pelo cincerro pendurado no pescoço do animal.

Fui empregado de uma fábrica de vinagre, localizada na rua Paulino Vieira, que era abastecida por um aguadeiro, cuja alcunha gravada na minha memória quase não consigo acessá-la: Pandeiro. Em vez de jumento, Pandeiro trabalhava com um burrinho alazão, isto é, cor de canela, conforme define no verbete o Larousse Ilustrado que me obriga a usar lupa. Se eu fosse um artista plástico e soubesse pintar, faria uma quadro representando o aguadeiro de Itabuna dos velhos tempos - do meu tempo... PS - E a Bauru antiga, como era abastecida? Poço no quintal de cada casa? (Omar Barreto - RG. 5.663.388-9)