09 de julho de 2026
Articulistas

Estádios ou campos de guerra?


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Os maiores estádios de futebol do universo estão se transformando em campos de guerra desumana. É o que verdadeiramente se constata atirando-se os olhos para eles através das transmissões televisivas, radiofônicas e enfoques de jornais e revistas, mediante os quais não poucos craques da pelota se lançam agressivamente contra companheiros das próprias equipes e adversárias. Em canchas de Londres, Paris, Roma, Madrid, Viena, Tóquio, Washington e Nova York isso tornou-se moda absoluta. E na América do Sul idem, conforme se verifica em estádios brasileiros, argentinos, paraguaios, uruguaios, bolivianos, chilenos e demais. Tem-se notado que se lançam violentamente uns contra outros, procurando atingir não apenas suas pernas como especialmente outras partes de seus corpos sem dó nem piedade. Consequentemente, vítimas fatais têm cometido, não se podendo esquecer, dentre eles, o Serginho do São Caetano, recentemente carregado para a sepultura de sua cidade. E aí estão dirigentes do tradicional clube sendo seriamente procurados pela Justiça, que lhes lança penalidades das mais graves como autores das ocorrências. E o mesmo vem ocorrendo em outros países, com jogadores da mais chocante agressividade e que, como dissemos, vai mudando a fisionomia dos campos de futebol, transformando-os em canchas de autêntica guerra, sem que os mentores das agremiações operem milagres, fazendo-os retornar às suas reais finalidades, com gramados tão verdes como as esperanças de vitórias que estejam para acrescentar-se na vida dos clubes esportivos para torná-los novamente expressivos no mais sadio dos sentidos, longe da desorganização futebolística, representada por atropelos nas jogadas, chutes nas pernas, golpes no abdomem e na cabeça também etc, etc. É guerra e conflito mesmo de esportistas contra companheiros, contradizendo a fraternidade exigida e até imposta, sem que o antagonismo dos infratores acabe encaminhando os tais para o caminho das penitenciárias e cadeias. Infelizmente! É a nossa opinião. (O autor, Nadyr Serra, jornalista responsável do JC é delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado).