08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Rodovias


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Gostaria de compartilhar com o sr. Antonio Carlos Spacca (07/02/2005), quando ele comenta sobre as nossas rodovias, principalmente a Marechal Rondon (trecho Botucatu-Bauru-Lins) e a Bauru-Marília, trecho que semanalmente tenho utilizado.

Acredito que assim como a cobrança de pedágio é feita diuturnamente, a manutenção também poderia ser feita “somente” durante as 8 horas diárias, 5 dias por semana, que é a carga horária normal de qualquer pagador de impostos no Brasil. Com certeza nunca necessitaríamos de vultosas quantias para a recuperação destas rodovias, como aconteceu recentemente. Não estou reclamando da liberação da verba, e sim da forma como a manutenção é feita, esporadicamente e parcialmente.

Sugiro uma manutenção preventiva, e não corretiva como vem acontecendo. Será que as pontes que caíram não demonstravam que isto poderia acontecer?. Acho difícil fazer uma manutenção preventiva de dentro de um escritório, tem que ir diariamente a campo e realmente fazer uma avaliação minuciosa e assumir responsabilidades cíveis e criminais caso aconteça algo de errado com a sua avaliação, pois com certeza é muito bem remunerado para prestar este serviço.

Vamos fazer algumas contas para entender melhor: imaginemos com o tráfego médio de 50 veículos/hora (acredito que é bem superior a isto a média anual) X R$ 5,50 (valor do pedágio para carros de passeio em Avaí, sem contar os “coitadinhos” dos caminhões) = R$ 275,00 por hora X 24 horas = R$ 6.600,00 dia X 30 dias = R$ 198.000,00 mês. Será que não é possível fazer no mínimo uma boa manutenção constantemente? Em um trecho de aproximadamente 100 KM.

Digo isto por observar que é raro ver pessoas fazendo a manutenção destas rodovias. Quando tem trabalhadores é somente no corte de matos na beira das rodovias, quanto ao recapeamento asfáltico e tapa buracos, quase nunca tenho visto.

Gostaria ainda de comentar que pelo valor cobrados nos pedágios é inadmissível a grande quantidade de ondulações encontradas nestas rodovias, além de um asfalto “cascudo”, que pode levar os veículos a uma manutenção com maior freqüência e o desgaste mais rápido, principalmente dos pneus e amortecedores.

Observei ultimamente que estão diminuindo os buracos, melhor dizendo, diminuindo de quantidade e aumentando de tamanho, pois estão emendando uns nos outros, virando um buraco só, e tendo uma “qualidade” cada vez maior.

No final do texto, o sr. Antonio Carlos Spacca escreve sobre o ano eleitoral em 2006. Concordo plenamente. Assim como os impostos que pagamos, e que anteriormente foram criados com finalidades específicas, posteriormente foram se desvirtuando e fazendo um “bolo” só de arrecadação, onde é mais fácil “perder” o controle, acredito que isto não seja proposital, assim como o mais recente imposto criado que conhecemos, que tinha uma finalidade muito “convincente” que é a CPMF, criado para atender a saúde dos brasileiros menos favorecidos e virou apenas mais um imposto.

Imagine se tivéssemos as intempéries da natureza, como em países como o Japão, EUA, Inglaterra, etc., onde ocorrem furacões, terremotos, neve durante o inverno, etc. Será que estaríamos entre os países que fazem parte do G7?

Afinal, este é o nosso país, país que eu amo, com um povo lutador que não mede esforços para conquistar as suas vitórias. Sugiro apenas observar bem um “pequenino” detalhe para termos uma vida melhor: escolher com mais consciência os nossos governantes nas próximas eleições. (Edson Mitsuya - Rg: 26.768.957-3)