Ferroviário, nordestino e político. Em certa campanha para a Câmara Municipal, o cidadão sobe na carroceria do caminhão improvisado em palanque, para levar sua mensagem ao público presente. Grande público, na época romântica dos comícios, quando não eram necessárias atrações artísticas para garantia de platéia.
O orador, ferroviário semi-alfabetizado, se empolga com o público e tasca:
- Meus amigos, vocês sabem que sou um caboclo trabaiadô e que não tem preguiça. Trabaio o dia inteiro na ferrovia e de noite ainda saio catando uns biscates por aí..
Risadas gerais do público e o vereador foi reeleito.
Naquela época “biscate” era o nome dado aos serviços extras, avulsos, que o trabalhador pegava para fazer fora de expediente... (contada por Antonio Pedroso Júnior)