Mais de 25 mil comprimidos utilizados no tratamento de combate à aids já podem ser retirados em São Paulo pela Direção Regional de Saúde (DIR-10) de Bauru. Os medicamentos, que passaram a ser distribuídos anteontem pela Fundação Estadual para o Remédio Popular (Furp), foram comprados da Argentina.
A importação foi necessária para driblar o atraso de 60 dias por parte de um laboratório indiano no fornecimento de matéria-prima utilizada na produção nacional do remédio, que será retomada a partir desta sexta-feira. A informação foi transmitida pelo Ministério da Saúde. Durante esses dois meses, a escassez de medicamento foi sentida principalmente no Estado de São Paulo.
No entanto, em Bauru, não houve desabastecimento. De acordo com informações extra-oficiais, o estoque local está funcionando com 40% de sua capacidade total, situação que poderia tornar-se problemática em duas semanas.
“A coordenação do Programa de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST)-Aids do Estado de São Paulo encaminhou um fax informando que a quantidade já está disponível. Normalmente, a Furp faz a entrega, mas em casos de urgência e emergência a Dir deve fazer a retirada”, explica Alexandre Gonçalves, gerente de apoio técnico do programa paulista.
O Estado recebeu 1 milhão e 299 mil de AZT (Zidovudina), 251.820 cápsulas de Indinavir, 288 mil de Lamivudina (3TC) e 119.760 de Atazanavir. Segundo o Ministério da Saúde, essa quantidade de medicamentos é suficiente para um mês, mas a produção nacional deve ser normalizada em uma semana.