Ler a Tribuna do Leitor se tornou rotina na minha vida, pois de vez em quando tem matéria interessante, como por exemplo o texto publicado pela sra. Elizabeth Metynoski, e o do sr. Gilberto Antonio Moreno Junior. Achei a primeira a mais positiva, nada justifica tanta violência, pois com luta e perseverança existe espaço para todos.
Na minha época, garoto com 12 anos, na maioria das vezes não dependia de pai e mãe para viver, pois se virava para ganhar o seu próprio dinheiro. Atualmente, muitos são ociosos e parasitas, e preferem fazer parte do mundo do crime. Hoje, muito adolescente com 13 anos se encontra comandando quadrilha, e com uma arma na mão se transforma em uma fera. Se dançar numa fita, o mesmo tem a plena convicção que vai sair impune, pois é apenas menor infrator. O jovem de hoje tem condições de ser responsável por suas atitudes, pois ele já sabe a diferença do sal e o açúcar.
As Febens estão lotadas destas feras, na maioria das vezes mais perigosos do que aqueles que se encontram nas penitenciárias estaduais. Muitos são reincidentes, ou seja, com vários crimes cometidos e às vezes hediondos. Tenho convicção do que estou relatando, pois trabalhei nesta área por muitos anos. As leis em outros países são mais rigorosas e surtem efeito positivo, mas infelizmente no Brasil é o oposto, quem dá as cartas é o bandido e ponto final.
Se falta serviço na cidade para o jovem, existe uma alternativa: ir para o campo, derriçar café, cortar cana, colher algodão e capinar, este tipo de trabalho é mais digno do que ser ladrão e assassino. As leis existem, é só colocar em prática e dar o direito para o cidadão de bem, o direito de ir e vir, ou seja, viver em paz espiritual. Não é nada fácil estar na pele de um pai e uma mãe que zela com o maior carinho de seu filho, e depois têm o desprazer de ver o mesmo ser assassinado por um monstro por motivos fúteis. Haja coração para suportar tanta dor.
Os meus sinceros sentimentos, sra. Elizabeth. (José Fernandes Netto - Atleta de Cristo - RG 4.473.376)