08 de julho de 2026
Articulistas

O que há com a velhice?


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Há muito me pergunto como está realmente a velhice no Brasil. O que pensam dela, da forma como vem sendo levada criteriosamente pelos poderes públicos e também pelos seus sucedâneos ou parceiros. Estaria sendo instalada e funcionando nos devidos eixos, aqueles que não deixam os idosos desamparados, despencando rumo às contraditas, mas, ao contrário, tomarem o sentido da correção pessoal? Eis o que aspira saber a sociedade amiga dos que um dia viram branquear suas cabeças, os cabelos em queda, os rostos enrugados, os olhares marejados de lágrimas, o corpo emagrecendo e o andar perdendo a vivacidade da primeira idade, quando lhes sobrava energia para traçar passos da juventude.

O que mudou neles, levando-os a ser hoje o que não eram ontem, expoentes de autêntica mocidade, graças ao que chegavam a namorar e atingir o enlace matrimonial com cônjuges igualmente modernas e bonitas, assim como produziam para o grande mundo filhos e filhas totalmente atraentes, encantando dessa forma familiares e amigos hoje pretendidos, desejados, ou seja, qual a velhice com que o grande universo sonha? O que está faltando para que o mundo se complete, nada deixando para o futuro, o qual, ao que se diz corretamente, já vai acontecendo?

Fica a pergunta para ser respondida por quem aí está, circulando nas estradas da vida, com confiança na velha geração, não esperando que os cabelos grisalhos se tornem cada vez mais brancos para se tornarem outra realidade. Impossível, porque a humanidade é uma só, sorrindo ou chorando... É a nossa opinião. (O autor, N. Serra, jornalista responsável do JC, é delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado). “É melancólico demais jogar fora tantas chances de ter e ser cada vez mais”.