08 de julho de 2026
Saúde

Higiene pessoal também é controlada

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 2 min

Além do rigor com os equipamentos e processos de captação, engarrafamento e armazenamento, a qualidade da

água mineral que chega à casa dos consumidores também exige cuidados minuciosos com a higiene pessoal dos funcionários envolvidos na industrialização. Em uma empresa de Águas de Santa Bárbara, os trabalhadores só entram na linha de produção depois de passar por treinamento e obter certificado de capacitação.

De acordo com a gerente administrativa Cláudia dos Santos de Quadros, a empresa mantém programas especialmente voltados à higiene pessoal e à saúde ocupacional dos empregados.

Para garantir a adequada higienização, a empresa determina que, no início da jornada, todos os funcionários tomem um banho antes de entrar no setor e engarrafamento da água.

“Nós garantimos todo o subsídio para isso e exigimos que eles mantenham as unhas cortadas, os cabelos presos e a barba feita, no caso dos homens”, descreve a gerente.

Depois do banho, os funcionários vestem um uniforme e todo o equipamento de proteção individual (EPI: luvas, máscara, touca, avental e botas). No acesso à linha de produção, eles caminham por um lava-pés, onde há uma mistura desinfetante, de forma que as botas sejam devidamente higienizadas antes que eles pisem nos galpões. Quando precisam sair dos galpões (para fumar ou usar o banheiro, por exemplo), os funcionários saem em uma ante- sala, onde retiram luvas e máscaras e trocam as botas pelos sapatos pessoais. Quando voltam à linha de produção, passam novamente pela antesala, colocam as botas, passam pelo lava-pés, entram na sala de assepsia, lavam e secam as mãos, colocam luvas, toucas e máscaras e só então entram de novo nos galpões.

“Cuidar da saúde do trabalhador também faz parte desse controle. Para isso, todos têm que passar periodicamente

(semestralmente) por exames médicos”, destaca Quadros. Diante de qualquer alteração de saúde, o funcionário

é temporariamente remanejado para outras funções, ficando proibido de entrar no setor de engarrafamento.

“Ontem mesmo fizemos isso com um trabalhador que caiu da bicicleta e ficou com um pequeno ferimento na mão”, afirma. Para a gerente, a padronização das normas é uma necessidade.

“Boa parte das indústrias tem condições de produção muito precárias. Além de comprometer a qualidade do produto, isso torna a concorrência desleal para nós, que temos um custo bem mais elevado por sermos tão criteriosos”, observa.