10 de julho de 2026
Política

Vereador critica excessos da vigilância com churrasquinho

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

A polêmica envolvendo a Vigilância Sanitária de Bauru e os bares e lanchonetes que comercializam churrasquinhos nas calçadas ganhou mais uma chamuscada ontem. Para o vereador Marcelo Borges (PSDB), o órgão fiscalizador municipal está exagerando nas investidas que faz pela cidade notificando e multando os proprietários dos estabelecimentos que oferecem o produto.

“Esse pessoal que faz o churrasquinho na rua paga alvará e tem funcionamento legal”, avalia. “Isso é uma tradição no Brasil”, reforça. O vereador tucano entende que a ação fiscalizatória da Vigilância Sanitária deveria se restringir a verificar a qualidade da carne.

“Parece que querem achar pêlo em ovo. Se a Vigilância Sanitária aplicar seu rigor nas fiscalizações que faz, todos os núcleos de saúde da cidade já estariam fechados”, comenta. O parlamentar sugere que a prefeitura resolva o problema com bom senso até para preservar o emprego e a sobrevivência das pessoas que comercializam churrasquinhos na calçada.

“Conversei com o prefeito. E pela fala dele, percebi que ele também não concorda com essa situação. Nota-se claramente que o pessoal técnico da Vigilância Sanitária não tem sensibilidade. Do jeito que a ação ocorre, dá a entender que esse pessoal desconhece que há famílias envolvidas, pessoas que sobrevivem desse tipo de comércio”, diz.

Marcelo acredita que a administração municipal “pode e deve” agir com bom senso. “É preciso conversar, dialogar e não partir para o radicalismo. Fiquei sabendo de um bar visitado pela fiscalização que foi execrado. O pessoal da vigilância chegou com a mídia, com policiais militares e viaturas para apreender uma churrasqueira. Isso é um desperdício de dinheiro público. É um abuso”, critica.

O tucano transporta a situação de Bauru para Salvador, na Bahia. “Imaginem se as baianas que vendem acarajé nas ruas de Salvador tivessem o mesmo tratamento verificado aqui em Bauru”.

O parlamentar do PSDB lembra que o Brasil é um País pobre com leis de nações ricas. “O legislador gosta de fazer leis de país de primeiro mundo e se esquece que somos uma nação pobre”.