08 de julho de 2026
Saúde

Tabagismo tem várias opções de tratamento

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 2 min

Até há bem pouco tempo, não havia qualquer consenso entre entidades e profissionais para o tratamento do tabagismo no Brasil. No ano 2000, o Instituto Nacional do Câncer (Inca), em parceria com outras instituições, promoveu o 1.º Encontro de Consenso Nacional de Abordagem e Tratamento do Fumante.

O evento tinha como principal objetivo formular um documento estabelecendo as condutas a serem empregadas no tratamento do fumante no País, considerando a abordagem cognitivo-comportamental, as terapias medicamentosas, os métodos alternativos e a abordagem para grupos especiais de pacientes.

Hoje, de acordo com a médica pneumologista Nilva Regina Gelamo Pelegrino, as principais estratégias do tratamento são o uso de medicamentos com e sem nicotina e as terapias.

Os produtos nicotínicos são gomas de mascar, adesivos ou sprays nasais que contêm certa quantidade de nicotina em suas fórmulas. Ao usá-los, o paciente consegue um alívio para as crises de abstinência e a “fissura” por cigarros.

Há poucos anos, surgiu no mercado a bupropiona - um medicamento que não apresenta nicotina em sua composição e que ajuda o paciente a sentir certa repulsa pelo cigarro.. “São contra-indicados para pessoas que apresentam crises convulsivas, anorexia ou bulimia nervosa, mas são bem tolerados por pacientes cardíacos”, comenta Pelegrino.

Outra ferramenta importante

é o acompanhamento psicológico, que pode ser feito individualmente ou em grupo.

“Não há restrições ao tratamento para adolescentes, mas sempre deve ser feito sob orientação médica”, adverte. Dicas

O site do Inca (www.inca. gov.br) sugere três métodos para deixar de fumar. O primeiro é a parada imediata: a pessoa marca uma data e, a partir deste dia, não fumará mais.

Outra possibilidade é a parada gradual reduzindo o número de cigarros por dia. Um fumante de 30 cigarros diários pode reduzir para 25 no primeiro dia, para 20 no segundo, 15 no quarto e assim sucessivamente. O sétimo dia seria a data para deixar de fumar e o primeiro dia sem cigarros.

A terceira alternativa seria a parada gradual retardando a hora do primeiro cigarro do dia. No primeiro dia, a pessoa segura até 9h, no segundo até 11h, sucessivamente. O sétimo dia seria a data para deixar de fumar.

“A estratégia gradual não deve gastar mais de duas semanas para ser colocada em prática, pois pode se tornar uma forma de adiar, e não de parar de fumar. O mais importante

é marcar uma dataalvo para que seja seu primeiro dia de ex-fumante”, ensina o Inca.

O site reforça que fumar cigarros de baixos teores também não é uma boa alternativa. Todos os tipos de derivados do tabaco - cigarros, charutos, cachimbos, fumo de mascar - são prejudiciais à saúde e bastam 20 minutos sem eles para o organismo começar sua desintoxicação (veja ao lado).

“Uma coisa importante: nunca desista de parar de fumar. Não importa quantas tentativas faça. Você está no caminho certo. Procure orientação profissional”, encerra Pelegrino.