08 de julho de 2026
Geral

Semma quer facilitar adoção de praça


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Ieda Rodrigues

Atualmente, o cidadãos e as empresas interessados em adotar uma praça em Bauru têm que apresentar uma série de documentos e assinar contrato no qual se responsabilizam a cuidar da área verde pública. Das empresas, ainda é solicitado projeto paisagístico, o que na avaliação da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) dificulta o processo. Visando aumentar as adoções, o titular da pasta, Carlos Barbieri, está propondo a redução das exigências.

O objetivo é aumentar as adoções, a exemplo do que ocorreu com a Praça Ernesto Monte, localizada na altura da quadra 6 da alameda Octávio Pinheiro Brizola, que agora é de responsabilidade da Padaria Copacabana, instalada no local. “Há seis anos a gente cuida desta praça, mas formalizar a adoção não foi fácil. Tem que apresentar uma série de certidões negativas. É quase como adotar uma criança”, diz o empresário Nourival Vieira de Toledo, que termina de formalizar o processo.

Bauru tem cerca de 250 praças urbanizadas e destas, apenas oito foram adotadas. Porém, a estimativa é que existam aproximadamente 280 terrenos baldios destinados à área verde, onde precisam ser feitos serviços de jardinagem e paisagismo, além de bancos e iluminação.

Se a proposta de Barbieri for aprovada pela Secretaria de Negócios Jurídicos da prefeitura, cairá o número de documentos exigidos. As empresas, ao invés de projeto paisagístico, terão que apresentar apenas memorial descritivo do que pretendem executar no espaço, explica Rubens de Miranda Denini, diretor da Semma.

Ele ressalta que a divulgação de que a Semma está tentando desburocratizar a adoção já está trazendo resultados. “Várias pessoas têm procurado a Semma para obter informações sobre a adoção”, conta. Outra praça que há anos já era cuidada por um cidadão, mas que só em dezembro foi adotada oficialmente, é a Salim Haddad Neto, na Vila Universitária.

A área verde passou para a responsabilidade da Prata Construtora, que entregou um prédio e tem outros dois em construção no entorno da praça, e dos moradores dos edifícios. “Neste primeiro momento, como está sendo recuperada a praça, incluindo capinação, pintura do poste de iluminação, recuperação do passeio, é necessário um investimento maior. Mas a parceria prevê R$ 500,00 por mês para a manutenção, dinheiro que é administrado por uma comissão dos moradores”, conta José Valério Neto, engenheiro da empresa.

A síndica de um dos prédios, Nathalia Ventrilho, que representa os moradores na parceria da adoção da praça, diz que sem a participação da empresa seria difícil cuidar da área verde. “Uma capinação custa R$ 450,00. É pesado para os moradores. Deveria ser responsabilidade da prefeitura porque pagamos impostos, mas para a praça ficar bem cuidada, aceitamos esta parceria”, pondera.

Além de administrar o dinheiro para a manutenção, os moradores cuidam da praça. O resultado compensa, frisa Nathalia. “A praça está bem cuidada e sempre tem criança brincando lá. É um lugar agradável”, completa.

Os documentos exigidos e o investimento necessário para adotar área verde não desanimaram a empresária Maria José Marques de Oliveira, que acaba de mudar-se para Bauru. “Eu pedi a adoção de uma praça, que por enquanto é só um terreno com mato. Quero fazer um projeto de paisagismo e aproveitar as mudas disponíveis no viveiro da prefeitura”, diz ela, que também espera contar com a ajuda de vizinhos para cuidar da área verde.

Serviço

Mais informações sobre adoção de áreas verdes na Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma), pelo telefone (14) 3235-1080.