O secretário municipal de Finanças, Edmundo Albuquerque, justificou ontem que a opção de se escolher o Banco do Brasil (BB) para transferir as contas da prefeitura foi administrativa. Ele garante que a legislação não obriga a abertura de processo de licitação para determinar qual banco vai movimentar as contas dos servidores públicos municipais e afirma que o prefeito tem total autonomia para escolher a instituição.
“Foi uma opção administrativa do prefeito Tuga Angerami. Recebi a orientação política dele. O prefeito entende que um órgão público, como a prefeitura, tem que trabalhar com outro órgão público”, argumenta.
Edmundo diz que em nenhum momento o prefeito procurou “quem desse mais” para ficar com as contas da administração e de seus servidores. “Tínhamos um banco privado instalado na prefeitura. E é bom que esclareça também que a opção pelo Banco do Brasil ocorreu para que a folha de pagamento fosse centralizada numa única instituição financeira”.
O secretário lembra que a prefeitura tem contas em outros bancos da cidade. “Há várias instituições bancárias que têm convênio com a prefeitura para recebimento dos impostos. Itaú, Banespa, Caixa Econômica Federal, Nossa Caixa Nosso Banco. Mas a folha de pagamento ficou no Banco do Brasil por orientação do prefeito”, justifica.
Para Edmundo, o vereador Marcelo Borges foi infeliz ao insinuar que a negociação com o Banco do Brasil foi feita a portas fechadas. “Eu não tenho essa autonomia. Foi o Tuga que conduziu todo esse processo”, afirma.
Questionado se a prefeitura está disposta a abrir uma licitação para ver qual banco oferecerá mais vantagens para acomodar as contas dos servidores, o secretário diz que não entrará na discussão. “Eu não sou o prefeito. Sou secretário de Finanças. Quem me dirige é o prefeito”.
A superintedência estadual do Banco do Brasil, através da assessoria de imprensa, informou que a instituição financeira não vai se pronunciar sobre a polêmica porque a decisão de contratar seus serviços foi da prefeitura.