07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Indicação polêmica A informação que o JC revela na edição de hoje sobre o projeto para batizar o aeroporto em construção com o nome do aviador jauense comandante João Ribeiro de Barros vai gerar polêmica, na certa. Aliás, já começou a gerar ontem mesmo, quando o repórter foi ouvir bauruenses sobre a propositura do senador Romeu Tuma (PFL).

Mário Covas Por sinal, havia uma certa tranquilidade consensual quanto ao nome do novo aeroporto, pois dava-se (e ainda se dá) como certo que seria o do ex-governador Mário Covas, que encontra-se hoje no patamar dos maiores estadistas do Brasil contemporâneo. Se a prerrogativa de nominar o aeroporto for do governo do Estado, como defende o deputado Pedro Tobias, o nome de Covas certamente prevalecerá.

Nomes possíveis Uma pessoa intimamente ligada à aviação em Bauru lembrou que a cidade tem grande tradição neste setor. Não foi à toa que daqui saiu o fundador da Embraer, Ozires Silva. Mas há nomes de peso que poderiam ser emprestados ao aeroporto, como, por exemplo, um dos pioneiros em aeroportos no Interior brasileiro - inclusive o de Bauru - Américo Marinho Lutz, cujo busto encontra-se na entrada do aeroclube local.

Outros notáveis Pelo menos mais três nomes de grande importância na aviação regional, que por aqui atuaram, também podem ser homenageados. São eles, Heindrich Kurt, Luiz Gonzaga Bevilacqua e Benedicto Cesar, o Zico. O nome de João Ribeiro de Barros merece todo respeito como um dos maiores de sua área, mas vale lembrar que ele já denomina uma bela rodovia na região.

Pode repensar? Políticos locais movem-se para pedir um repensar ao senador Tuma, “que sempre foi bem recebido e bem votado em Bauru”, como disse um deles. Claro que este não é o maior problema do mundo e pode até soar bairrista. Mas há opções que parecem contemplar de forma mais apropriada cidadãos de Bauru, local de tal obra (na divisa com Arealva), que deixaram como herança grandes contribuições à aviação regional.

“É consultivo” O vereador Primo Mangialardo (PSB) informa que o projeto de criação do Conselho Municipal de Segurança, inserido na proposta que impõe o fechamento dos bares às 23h, será “consultivo” e não deliberativo. O conselho, segundo ele, será formado por representantes de segmentos como as polícias Militar e Civil, consegs e sindicatos.

Discussão aberta O JC dedicou duas páginas da edição do último domingo para ampliar a discussão. Antes disso, os defensores do projeto também tiveram amplo espaço no debate, desde a entrada do projeto na Câmara. De todas as questões, falta discutir em plenário que a lei dos bares quer transferir poder de fiscalização para a Polícia Militar e que, na prática, o texto ataca a problemática do sossego público ao invés da violência, como se alegou no início.

Pano de fundo A própria polícia reconhece esse objetivo embutido na proposta. Defendeu-se fechar botecos na periferia e já está mais do que claro que a maioria já fecha as portas até as 23 horas. Quem duvidar, é só dar uma voltinha por aí.