08 de julho de 2026
Pesca & Lazer

Piscicultura requer planejamento

Agência Notisa
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A piscicultura é um sistema de produção agropecuária que precisa se basear em métodos adequados e modernos para ser uma atividade lucrativa. No Paraná, a piscicultura ocupa um espaço cada vez mais significativo, apresentando um crescimento anual médio de 37% nas safras de 1996 a 2000. No entanto, a atividade ainda está muito sujeita aos custos de produção, principalmente aos da ração, material que possui grande variedade de preço. Isso é o que mostram pesquisadores da Universidade Estadual do Oeste do Paraná em um estudo que visou identificar os pontos de estrangulamento da produção do Estado.

De acordo com artigo publicado na edição de janeiro/fevereiro de 2005 da revista Ciência Rural, “a implantação da piscicultura deve ser bem planejada e precedida de estudos e pesquisas que indiquem, com segurança, os melhores sistemas de produção a serem utilizados. Caso contrário, ao invés de promover o desenvolvimento regional, poderá resultar em falta de estímulo a novos investimentos e em abandono de unidades de produção”. No estudo, os dados analisados referem-se aos custos de implantação e aos custos operacionais da atividade apurados entre agosto de 2000 e abril de 2004.

Os pesquisadores constataram que, após 45 meses de coletas de preços, as variações dos custos de implantação acompanharam o desempenho dos custos com drenagem e terraplanagem e que os custos de produção oscilaram de forma acentuada durante todo período e estiveram diretamente ligados à variação do preço da ração utilizada. “Os valores deste item oscilam consideravelmente, acompanhando os movimentos dos produtos agrícolas, principalmente soja e milho, que são suas matérias-primas básicas”, explicam no artigo.

Segundo a equipe, é necessário verificar alternativas para diminuir os custos, que são sensíveis às variações nos preços das matérias-primas, principalmente a soja, que segue cotação internacional e também varia de acordo com alterações cambiais: “uma forma de amenizar o problema poderia ser a formação de associações ou cooperativas que adquirissem a ração direto da fábrica em maior quantidade ou a própria associação analisar a viabilidade para estruturação de uma fábrica. Outra forma, que se pode sugerir, é fomentar a pesquisa para investigar possibilidades de se substituir certos ingredientes, preferencialmente protéicos”.