09 de julho de 2026
Bairros

Moradores 'travam luta' com buracos

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Antes de sair com o carro da garagem, o morador do bairro Pousada da Esperança 1, Lucas dos Santos Camilo, tem que chamar um amigo para ajudá-lo a escapar da cratera em frente a sua casa, na quadra 3 da rua Dionísio Momesso. “Tem que ficar fazendo manobra, se não... (cai no buraco)”, conta Camilo. Os quase dez minutos de dedicação diária que o buraco exige são apenas alguns dos incômodos que ruas em estado precário podem trazer aos moradores.

Proprietário de uma loja de eletrônicos, Ricardo Augusto afirma que é comum perder clientes por causa do difícil acesso ao estabelecimento, na avenida que cruza a quadra 3 da rua Dionísio. “Os clientes param onde o asfalto acaba porque não conseguem chegar aqui”, comenta Augusto.

Por causa dos buracos e dos entulhos despejados nos locais, não apenas os carros têm que achar um local melhor para andar. No caso das bicicletas, o jeito é o próprio ombro do ciclista. “Às vezes nem compensa (andar de bicicleta). Tem que carregar”, diz o radialista Denis Miguel Bastos, morador há 10 anos no local.

Segundo os moradores, a cratera da rua Dionísio, de cerca de dez metros de comprimento, e a falta de asfalto nas demais ruas se estendem por mais de dois anos. “É uma falta de sensibilidade com a região. Até estamos pensando em fazer uma manifestação na próxima semana. Acho que é o único jeito”, ressalta o segurança e líder comunitário do bairro, Natalino Davi da Silva.

Parque Roosevelt

Em situação parecida ao dos moradores do bairro Pousada da Esperança 1, vive o funileiro Wagner da Fonseca, na quadra 8 da rua Juiz de Souza, no parque Roosevelt. Após as chuvas de começo do ano, a quadra está totalmente prejudicada. “Tenho uma oficina mecânica e não tem como trabalhar. Os carros chegam aqui aos trancos e barrancos. Até eu já caí no buraco (em frente à entrada da oficina)”, lembra Fonseca.

Além dos prejuízos financeiros, Fonseca e os demais vizinhos têm que levar o lixo para rua próxima, já que o serviço de coleta não consegue passar pelo local, assim como a perua escolar.

Sem previsão

As mudanças de hábitos causadas pelos buracos já fazem parte do cotidiano dos moradores dos bairros visitados pela reportagem ontem. Costumes, porém, que esperam perder em breve. “Aqui é periferia, mas pagamos impostos”, lembra o radialista do bairro Pousada 1.

Em resposta, a assessoria de comunicação da prefeitura adianta que não é possível prever quando essas regiões serão atendidas. Em função da demissão do secretário de Obras, Fernando Jorge Salomão, na última terça-feira, o levantamento da situação das ruas da cidade foi interrompido e, até que um novo secretário assuma, não é possível saber os planos de execução de obras da administração municipal.