10 de julho de 2026
Política

Sucessão estadual já mobiliza o PT

Ronaldo Schiavone
| Tempo de leitura: 2 min

Depois de chegar à Presidência da República em 2002, o PT se prepara agora para tentar eleger o governador do Estado de São Paulo pela primeira vez na história. A pouco mais de 18 meses do pleito, a ex-prefeita Marta Suplicy, o deputado federal João Paulo Cunha e o senador Aloizio Mercante são os favoritos para disputar o cargo.

“Vamos ter a renovação dos diretórios do PT até setembro e, depois disso, essa discussão ganhará mais corpo, mas a conversa já está sendo iniciada com a direção do partido”, destaca o deputado federal José Mentor, que esteve ontem na região para participar de encontros em Cafelândia e Marília.

O deputado explica que o processo de preparação do partido para buscar a vitória em 2006 inclui uma série de fatores. “Faremos uma avaliação do Estado, do governo Alckmin e do próprio PT. A partir disso, vamos definir qual será a melhor tática a ser adotada”, comenta.

Em Bauru, o debate em torno da sucessão estadual será conduzido pela presidente municipal da legenda, Estela Almagro. “Temos um projeto estratégico e a convicção de que teremos muito trabalho para realizá-lo. Vamos dar sustentação ao governo Lula, às administrações municipais e estaduais, crescer e ganhar a eleição ao governo de São Paulo”, projeta.

Estela acredita que terá participação importante nesse processo. “A minha responsabilidade se estende aos municípios vizinhos, uma vez que ocupo a secretaria regional de organização política do PT”, declara.

Candidato

Embora a discussão a respeito das eleições estaduais de 2006 já tenha começado para o partido, a definição sobre o candidato ao Palácio dos Bandeirantes parece estar longe de ser um consenso. O deputado Mentor é favorável à escolha de Marta Suplicy. “Ela fez um governo exemplar e tem uma contribuição importante para dar ao Estado”, avalia.

Mentor tem bons motivos para apoiar Marta. Ele foi líder do governo da ex-prefeita na Câmara Municipal de São Paulo, quando atuava como vereador, e utilizou o cargo como slogan de campanha na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados. “Além disso, ela anunciou que votaria em mim”, relembra o deputado.

Estela tem outra opinião. “A definição deve sair entre João Paulo Cunha e Aloizio Mercadante. O governo Lula, através do Ministro José Dirceu, busca a construção de um nome único, que evite prévias e o emprego desnecessário de força interna e tempo”, diz.

Mentor também avalia que a escolha será tranqüila.

“O PT tem mecanismos e tradição nessa situação em que há mais de um indicado para a disputa. Enquanto outros partidos ainda estão à caça de um candidato, nós temos três, todos eles com pontos positivos”, analisa.