08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

"Que nojo!"


| Tempo de leitura: 2 min

Deixando de lado a triste e horrível situação das ruas de Bauru, permita-me dirigir sua atenção para uma realidade mais lamentavel e, porque não dizer, “nojenta” da nossa cidade: as calçadas dos bairros de Bauru viraram ‘banheiro público de cachorros’. Não é de bairros pobres que estou falando, senhores, é de bairro de classe média-alta de Bauru, área que chamamos de ‘Nobre’. Que nojeira!, que imundice!, que vergonha!.

Onde quer que se olhe, se vê ‘montinhos de cocô de cachorro de madame’. É revoltante! Não culpo os cachorros, de forma alguma. Mas os ‘donos’, que passeiam, exibindo seus cãezinhos de raça. São essas ‘belezinhas’, orgulhos de seus donos, que emporcalham as nossas calçadas. Mas, até aí, tudo bem! São cachorros!

O duro de tudo é pensar que a pessoa que o cãozinho está puxando nunca ouviu falar em consciência ambiental, em consideração ao próximo e em senso de preservação das áreas públicas, onde pessoas e, principalmente, crianças podem passar e pisar. Cocô de cachorro pode transmitir uma doença chamada toxoplasmose. Mas o que essas pessoas que fazem das calçadas ‘vasos sanitários’ para seus cachorros sabem sobre consciência, consideração e preservação? Nada!

Nessas horas dá vergonha de ser brasileira. Num país onde morei, as pessoas levam saquinhos de plástico para recolher o cocô de seu cão e colocá-lo num recipiente próprio pra isso. Mas é a cultura e a consciência que, infelizmente, não temos aqui, que falam mais alto.

Mas já que as pessoas não têm essa consciência, deveriam pelo menos pensar um pouco - E se o meu cachorro ‘sujasse’ a minha sala ou o meu jardim, o que eu faria? Donos de cachorro: deixem o seu egoismo e individualismo de lado e pense limpo. Nunca é tarde pra se tocar que nós somos agentes realizadores de um mundo melhor, e você pode começar limpando o cocô que o seu cachorro faz nas calçadas.

Lilian Cury Verge - RG 12.327.030