09 de julho de 2026
Geral

Polícia Científica vai apurar as causas do início do fogo

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 1 min

Peritos da Polícia Científica estiveram ontem à tarde nas imediações do incêndio que consumiu o depósito de mercadorias do Supermercado Confiança Max. No entanto, como o fogo só foi controlado por volta das 22h, o trabalho deles só deve ser concluído hoje, após o rescaldo. É esta análise que apontará as razões que provocaram o fogo.

Enquanto o resultado não sair, continuarão circulando extra-oficialmente duas versões apontadas por funcionários do supermercado. Uma delas envolve o eventual trabalho de um soldador. Outra, a explosão de um conduíte de gás. As duas versões foram comentadas também com o proprietário do estabelecimento, Jad Zogheib, que preferiu não fazer prejulgamentos sem subsídios técnicos.

Quando soube do incêndio, ele não estava na cidade. Teria sido informado da ocorrência por meio de assessores e da esposa, Carmen Zogheib. Sem arredar o pé do estabelecimento, ela acompanhou o trabalho do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e voluntários. Mesmo com os olhos marejados em alguns momentos, demonstrou serenidade até quando parecia faltar água e homens para controlar as chamas.

Ao todo, o Confiança Max tem 3.400 metros quadrados de área, emprega 400 funcionários e responde por 60% do faturamento da Rede Confiança. No momento do incêndio, estavam trabalhando cerca de 150 pessoas, que atendiam aproximadamente 500 consumidores. Nenhum deles ficou ferido.

A única ocorrência de natureza médica durante o combate ao fogo envolveu um bombeiro, que despencou de uma altura de três metros, depois que a telha em que estava apoiado cedeu. Sem escoriações, ele foi atendido por uma equipe do Serviço de Atendimento Médico de Emergência (Samu). Liberado, em pouco tempo voltou ao ofício.