O Corpo de Bombeiros cogita a formalização do plano de contingência para situações emergenciais na região, que já foi posto em prática com a concentração de esforços para a extinção do incêndio que destruiu o depósito do supermercado Confiança Max anteontem. O acordo para o fornecimento de água e auxílio de caminhões-tanque de prefeituras, autarquias e empresas, assim como de equipamentos e pessoal, foi o que possibilitou o controle das chamas que consumiram aproximadamente 90% do prédio e dos materiais estocados no depósito, localizado nos fundos do mercado na quadra 2 da avenida Getúlio Vargas.
De acordo com o comandante interino do 12º Grupamento dos Bombeiros, major José Guerxis de Aguiar, a intenção da unidade é estabelecer o Plano de Auxílio Mútuo (PAM) regional e expandir os contatos já existentes para situações de emergência.
“No Centro de Operações, já temos anotados os contatos de empresas, usinas e prefeituras. Graças a esse intercâmbio, podemos acioná-los para qualquer cidade que necessite”, explica.
Com a formalização do plano de contingência de emergências, novas parcerias devem ser estabelecidas. Elas visam a fácil comunicação da corporação com as empresas, assim como escolta e locomoção de equipamentos e treinamento de pessoal. Segundo Aguiar, novos contatos com as administrações municipais e empresas privadas devem ser realizados nos próximos dias.
Ele observa que a cidade de São Paulo conta com um grande número de grupamentos dos bombeiros, que fornecem auxílio conjunto para incidentes de maiores proporções. No Interior, os grupamentos mais próximos a Bauru seriam os de Marília, Piracicaba, Sorocaba e Prudente, o que inviabilizaria qualquer auxílio imediato.
“Temos que trabalhar com a realidade, então o plano de contingência tem de ser rápido. Sabemos quantos caminhões as empresas têm e qual é a reserva das prefeituras. Se ocorre um incêndio em Agudos, deslocamos todos para lá. Foi o que fizemos com o supermercado”, relata Aguiar.
O coordenador da Defesa Civil em Bauru, Álvaro de Brito, concorda com a necessidade de formalização de um plano de auxílio regional e aponta a falta de comunicação e orientação às empresas e autarquias que poderiam auxiliar os bombeiros e o próprio órgão. “Sempre encontramos dificuldade em mandar material para outras cidades. A intenção do próprio governo é formalizar essa situação, o que deixaria a atuação muito mais fácil”, comenta.
Segundo Brito, muitas empresas e usinas que contam com brigadas antiincêndio possuem equipamentos tão bons ou até melhores do que os bombeiros. “As brigadas têm bombeiros equipados e de alto nível, que podem ajudar em diversas ações de socorro público”, diz.