08 de julho de 2026
Turismo

No Vale do Douro

Júlio Maria (Agência Estado) com Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 1 min

Seria outra cidade ibérica de vielas estreitas, casinhas medievais e manhãs cinzentas se não fosse um beijo.

A Cidade do Porto, segunda maior região metropolitana de Portugal, namora com Vila Nova de Gaia há séculos em uma posição geográfica que os portugueses gostam de descrever com romantismo. É como se Porto e Gaia, separadas pelo rio Douro, se beijassem em um cenário considerado patrimônio mundial pela Unesco. Não se engane com as aparências das primas vizinhas.

Elas são semelhantes, não iguais. Complementares, estão no roteiro de quem visita a região e acaba se confundindo.

Quem vai ao Porto sempre estica até o outro lado da ponte. Gaia é mais procurada para passeios durante o dia, e a primeira, quando o sol se põe.

A cidade baixa do Porto é mais urbanizada, reserva os melhores hotéis, há mais restaurantes, clubes noturnos, barzinhos, pessoas que falam alto e trânsito congestionado.

As águas do Douro, ao dia, servem a passeios de barco e caiaque. Os clubes noturnos são endereços de quem curte principalmente música eletrônica - só não exagere nas baladas etílicas. A cidade é segura e tem guardas que vigiam as ruas e os bares a noite toda. Vila Nova de Gaia, unida ao Porto pela Ponte Dom Luís I, é um charme justamente pela ausência disso tudo.

É como se estivesse dois séculos atrás da vizinha. As festas tradicionais de São João, em 23 e 24 de junho, são comemoradas com euforia, as ruas são enfeitadas, o povo é mais simples. Os prazeres em Gaia são mais bucólicos. Um passeio a pé pela avenida que beira o Douro deve ser feito pela manhã. As casinhas históricas dos pescadores e um bonde que corta toda a avenida litorânea são atrações tentadoras.