O maior orgulho da cidade do Porto são as caves, históricas casas produtoras de vinhos que se amontoam em uma disputa de espaços na região ribeirinha.
Casas centenárias como as de Adriano Ramos Pinto e Burmester são abertas à visitação.
Muitas criaram museus e treinaram guias para contarem suas histórias. E todas oferecem provas de até 15 tipos de vinhos a preços simbólicos.
Não saber quem foi Adriano Ramos Pinto para os portugueses é sacrilégio correspondente ao de um padre italiano que não conhece o Vaticano.
O fundador da produtora de vinhos fez polêmica ao brincar com temas religiosos para criar campanhas publicitárias de seus produtos.
Seus cartazes do fim do século 19 e início do 20, como o de Adão e Eva sendo tentados por uma garrafa de Ramos Pinto, estão em todas as dependências da cave e são o orgulho dos diretores.
No final da visita, a degustação. Finos exemplares, como o Superior Tawny, o Fine Ruby e o Porto Vintage, são servidos um a um e apresentados por um especialista que acompanha toda a visita.
É a outra graça de Vila Nova de Gaia. Não se precisa saber nada de vinho para ser tratado com respeito.
“A fermentação de um vinho do Porto é interrompida e uma parte do açúcar não vira álcool. E por isso fica mais doce”, explicam didaticamente os instrutores aos leigos visitantes.
As garrafas, se aprovadas, estão disponíveis para venda aos visitantes.
Se resolver passar pelas ruas de Gaia entre 23 e 24 de junho, prepare-se para algo “estranho” aos olhares turistas.
Os moradores saem para as ruas com martelinhos e alho poró. A graça da brincadeira é acertar as pessoas que passam nas ruas durante toda a noite.
A festa que começa às 21h na zona da baixa segue para a ponte Dom Luís I e, à meia-noite, acontece uma das maiores queimas de fogos do país.