09 de julho de 2026
Pesca & Lazer

Novo pesqueiro busca ambiente familiar

Roberta Mathias
| Tempo de leitura: 4 min

O sonho é antigo, “tem mais de dez anos”, mas sua concretização só ocorreu de fato em fevereiro deste ano, quando o casal Lucimara Tânia Santos Faria, 28 anos, e Celso Luis Zacari Faria, 35 anos, inaugurou o pesqueiro Angatu, na região de Bauru. A origem do nome tupi-guarani resume a intenção dos proprietários: angatu significa alma boa, bem-estar, felicidade.

Com essa proposta, o casal buscou colocar no local todos os seus ideais para um espaço de lazer em família. “Meu marido pesca desde os 4 anos, é um apaixonado. Sempre teve o sonho de ter seu pesqueiro, que a gente nem chama assim. É um espaço para a família”, lembra Lucimara, que também acompanha o marido em pescarias e não abre mão de momentos às margens da lagoa.

O lugar foi delicadamente preparado. Após a aquisição da área, Celso Faria plantou árvores de espécies diversas, além de manter a mata nativa, e programou a ampliação do lago. No centro, uma ilha artificial foi “construída”, deixando o ambiente mais agradável aos olhos e aos peixes.

A decoração valorizou o artesanato local, com móveis feitos em madeira pelo artesão João Gomes, além do toque feminino de Lucimara. “Eu adoro artesanato, fiz alguns quadros, as luminárias. É importante deixar o lugar bastante agradável e confortável”, comenta.

Todos os detalhes abordam o tema peixe, desde a porteira até as pinturas e obras em cipó, que adornam as paredes. Decoração, área de lazer para as crianças – os brinquedos do parque também são de madeira -, conforto para o pescador.

No lago, vários píers foram construídos para proporcionar o bem-estar do pescador. “Cada espaço possui um quiosque, com isopor para o pescador ter sua bebida fresca à mão. Há também uma espécie de sinalizador (uma circunferência amarela) que, ao ser mudado de lugar, indica que o pescador deseja algo, o que agiliza bastante o atendimento.”

Lucimara, mãe do Gabriel, 4 anos, e da pequena Thainá, 2 meses, fez questão de banheiros amplos, com acesso para deficientes físicos e fraldário. “Todo lugar que a gente ia, eu sentia dificuldade para trocar o bebê. Se queremos a família aqui, precisamos garantir seu conforto”, acrescenta.

Atentos a cada detalhe, os proprietários do pesqueiro Angatu já detalham outros projetos. “Já estamos concluindo a trilha ecológica, que terá mais de um quilômetro na mata, e preparamos um lago menor, onde as crianças poderão pescar tilápias em segurança”, diz Lucimara.

Ela acrescenta que a idéia é também aproximar grupos escolares para que a garotada possa desfrutar dos prazeres do contato com a natureza.

Pesca esportiva

O Angatu é voltado para a pesca esportiva e para isso introduziu várias espécies que atraem o pescador. “Temos pintado, pirarara, pacu, tambaqui, tambacu, carpa, curimba e na próxima semana chega o dourado. A idéia é incentivar o pesque e solte”, acrescenta.

Por isso, caso o pescador tenha interesse em levar o pescado, o Angatu limita em 3 a 4 quilos, no máximo. “Também pedimos que os pescadores usem anzóis sem farpa”, lembra.

Culinária

Com várias porções à base de peixe, o cardápio do Angatu traz caldo de peixe, casquinha de siri, costela de pacu e iscas de cação ou de tilápia. Nos finais de semana e feriados, o pesqueiro serve outros pratos, como filé de tilápia ou contrafilé à parmegiana, frango a passarinho, entre outros. Há também o curioso “carrinho do churrasco”, no qual o churrasqueiro prepara espetinhos de vários sabores e eventualmente circula pelo lago. “Irresistível.”

Equipe

Além dos proprietários, a família Costa, de Lins, se empenha para proporcionar bem-estar aos visitantes do Angatu. Gilda cuida do receptivo, enquanto o marido Cláudio e o pai José cuidam da manutenção do local, a mãe Zenaide é a responsável pela culinária, e a união deu certo.

Durante a reportagem do Pesca & Lazer, na terça-feira – dia fechado ao público – seu José pescou um belo tambaqui, enquanto dona Zenaide preparou um caldo de peixe. A receita, conta Lucimara, veio de Lins e traz alguns segredinhos. “Gengibre, alecrim, leite de coco e algo mais”, finaliza.

Para chegar lá

É só pegar a rodovia Bauru-Marília, Km 2,5, acesso 359, rodovia João Ribeiro de Barros. Entrar no trevo da ponte do Cedro (trevo de Piratininga) à esquerda, andar 2,5 Km (referência passar pelo rio da Faca). O pesqueiro Angatu está sinalizado por bandeirinhas alaranjadas. Informações: telefones (14) 3227-3398, 9778-6889 e 9796-7274. O Angatu funciona de quarta a sexta, das 8h às 18h, e aos sábados e domingos, das 8h às 20h. Para pescar, a entrada custa entre R$ 5,00 e R$ 8,00 (fim de semana e feriado).