08 de julho de 2026
Bairros

Erosão se aproxima de bloco de viaduto

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Quem passa pela avenida Nuno de Assis tem observado desmoronamento de terra ao lado do bloco de concreto de um dos pilares do viaduto da rodovia Marechal Rondon sobre a via e o rio Bauru, na altura do trevo André de Blois Montoro. Com as últimas chuvas, a terra da margem do rio Bauru solapou, deixando à mostra boa parte do bloco.

A “erosão” chamou a atenção do professor Roberto Ferreira de Araújo, acostumado a passar pelo local quase todos os dias. “A minha preocupação é que a falta de terra cause algum problema na estrutura do viaduto. Depois do que ocorreu com a ponte Ayrton Senna (que está interditada há dois anos) a gente fica alerta”, comenta.

Mas o Departamento de Estradas e Rodagens (DER) afirma que a erosão não traz risco ao viaduto. A garantia é do engenheiro Rafael Lamônica, que afirma que o viaduto é sustentado por estacas pré-moldadas instaladas a mais de 15 metros de profundidade e não pelo bloco. “A terra solapou em torno de um dos blocos que fica no nível do solo. A ponte transfere carga para os pilares, que a transfere para os blocos de concreto, que são sustentados por estacas encravadas no subsolo”, explica.

Ele acredita que a terra deslizou durante chuva forte, em que o leito do rio Bauru subiu. Também preocupada com o desmoronamento de terra está a comerciante Lúcia Ferreira Alves, que passa sob o viaduto todos os dias. “Dá para ver que o barranco do rio está desmoronando. Será que não tem risco de aumentar mais?”, questiona.

O DER, de acordo com Lamônica, vai fazer a recuperação do terreno, com a revegetação do local, mas não há prazo para realizar o serviço pelo fato de a erosão não oferecer perigo. “Nós observamos quase diariamente todas obras de artes (viadutos e pontes) para verificar problemas que possam oferecer risco aos usuários e isso já tinha sido visto”, frisa.