Está escrito em Gênesis que Deus criou os céus e a terra e em seguida ordenou: “Haja luz; e houve luzâ€. O Reino dos Céus nos espera enquanto percorremos os vales da vida, ora sorrindo diante de situações emocionais alvissareiras, ora chorando perante as mazelas das discriminações, preconceitos e das desigualdades culturais, sociais, econômicas, raciais e de gênero. Karol Wojtyla chegou a este mundo na presença irradiante de sua mãe Emillia Kaczorowsky e seu pai Karol Wojtyla, no dia 18 de maio de 1920, na cidade de Wadowice, no sul da Polônia, e parte sob lágrimas derramadas de cidadãs e de cidadãos da Ásia, África, Europa, América e Oceania. Recordo-me que no dia 22 de outubro de 1978, assumiu como Sumo Pontífice escolhendo seu próprio desígnio: João Paulo II. Percorreu inúmeras Nações ultrapassando oceanos e montanhas, e por onde passou, ao beijar o solo, pregou a paz, deixando registrado os seus singelos gestos de fé em Deus, na esperança da reconciliação de seus filhos com o Senhor de Todos os Tempos, na busca da fraternidade, que propicia uma coexistência pacífica entre irmãos, e, na harmonia de atitudes que valorizam a existência humana. Os cristãos conhecem a verdade em Mateus: “Nem todos os que dizem, Senhor, Senhor entrarão no Reino dos Céus; senão aquele que fizer a vontade de meu Pai Celestial, esse entrará no Reino dos Céusâ€. Assim, os seres humanos devem observar as Sagradas Escrituras e os ensinamentos divinos, praticando obras que demonstrem o amor, louvando a Palavra do Supremo, mesmo sem ver o rosto do Senhor, pois enquanto a pessoa vê a face do seu semelhante, Deus vê seu coração. Não se deve perder tempo nas lamúrias, é preciso levantar cedo e procurar construir uma vida digna. Se há incompreensões, avance com a consciência tranqüila. Se há calúnias, não torne-as maiores, abandone-as em sua trajetória serena, que elas desaparecerão. Siga em frente, oferecendo a todos os irmãos o melhor de si em favor de um mundo mais justo e solidário. Que o exemplo do nobre Karol Wojtyla não seja esquecido, pois uma das suas pregações era que não permitamos que a opinião e erros alheios influenciem na vida de cada um de nós. Lembrava que o sucesso individual está diretamente relacionado ao valor exato das virtudes, da escolha da direção e da persistência em comprometer-se com a verdade e a luz. Não deixe de sonhar alto como ele sonhava, não deixe de pensar grande como ele pensava e que a visão do futuro seja igual a sua: a união uníssona dos povos para a glória do Senhor. Não deixe de pedir sem cessar a orientação de Jesus Cristo para que pronuncie as palavras adequadas nos momentos certos para que haja abundância de frutos em sua vida terrena. Faça como Karol Wojtyla, ponha nas mãos de Deus a sua confiança, faça D’ele o seu temor e seu destino, assim não temerás o inimigo presente em suas aflições e provações. Que a luz do Peregrino da Paz continue viva e iluminando nossos corações para sempre.
O autor, Oswaldo Freire, é jornalista