09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Quem não tem cão, cuida do chão


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Gostaria de parabenizar os leitores do Jornal da Cidade que colaboraram nesta coluna, com as cartas “Cachorros na Rua”, de 1/4/2005; “Que Nojo!”, em 29/3/05 e “Vamos respeitar o espaço público”, datada de 1/2/05. Concordo e também fico perplexa com a quantidade de dejetos de animais espalhados em nossas vias públicas. Possuo uma cachorra da raça labrador, cor chocolate, que muito nos alegra com seu temperamento dócil e ativo. Costumamos levá-la, quando possível, para passear.

Acontece que temos o hábito de levar saquinhos plásticos, uma vez que Nala (seu nome) acaba fazendo suas necessidades na rua, vez ou outra. Esclareço que, imediatamente, com o saquinho plástico, recolhemos suas “necessidades” e colocamos em algum latão de lixo ou lixeira nas ruas ou praças nas imediações da rua Rio Branco, Praça Portugal ou Getúlio Vargas, caminhos geralmente pelos quais passamos.

Gostaria de fazer uma observação: percebo que, ao pegar do chão com saquinho plástico as necessidades da Nala, noto o “olhar de espanto” das pessoas que estão passando, como se eu estivesse fazendo alguma coisa do outro mundo... Já presenciei muitos donos de cães apenas observando o seu animal fazendo suas necessidades e deixando na calçada onde várias pessoas circulam... Tenho o seguinte pensamento: se optei por ter um animal, preciso cuidar de tudo o que se relaciona a ele.

Recentemente, li um outdoor em São Paulo que dizia... “Quem tem cão, cuida do chão”. Que tal adotarmos aqui em Bauru essa campanha? Além de ser uma questão de cidadania, colaboramos com a saúde pública.

Silvia Maria Graziadei - ortodontista - RG 6.870.720