O empate com o Bragantino tirou o sono dos homens que comandam o Noroeste. O presidente Damião Garcia, o gerente de futebol Celso Zinsly e alguns funcionários do clube, ficaram até a madrugada de sábado, comentando o placar de 1 a 1, ocorrido na véspera.
Mas além do resultado ruim de sexta-feira, os dirigentes ficaram horas tentando achar uma explicação para a pífia campanha que o time vem cumprindo no Campeonato Paulista da Série A2.
Afinal, o elenco é grande, conta com ótimos jogadores e a folha mensal é a mais alta dos 20 participantes do campeonato. Mesmo assim, o Noroeste ocupa a modesta sexta colocação do grupo 2.
Em 33 pontos disputados até agora, o Alvirrubro somou apenas 16, menos de 50%. Foram quatro vitórias, quatro empates e três derrotas. O Norusca segue fora da zona de classificação, mas a campanha é menos mal num aspecto para Ivo Secchi, porque está invicto nos jogos em Bauru.
De outro lado, o treinador foi criticado por ter escalado três zagueiros, num jogo em casa contra um adversário comum. E ninguém - incluindo torcida e imprensa - gostou das substituições feitas pelo treinador, que tirou Luís Carlos, o mais lúcido do time, além de substituir um zagueiro (Otacílio) por um volante de marcação (Danilo).
“Ele trocou seis por meia dúziaâ€, disse Samir Hadba, noroestino da velha guarda, torcedor noroestino fanático e ex-conselheiro do clube. Celso Zinsly está preocupado e diz que algumas medidas de impacto podem ser tomadas, como a contratação de reforços, entre outras providências. “Também não gostei do time, mas tivemos cinco desfalques e isso atrapalhou os planos do Ivo Secchiâ€, afirmou Celso.
Além de Maurício, Thiago Tigrão e Rogerinho, suspensos, não jogaram sexta-feira, Gilmar Fubá e Wellington, vetados pelo departamento médico. Gilmar, fortemente gripado, foi barrado num teste feito momentos antes do jogo contra o Bragantino. O volante volta ao time no próximo domingo, contra a Matonense, em Jaú.