09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Aeroporto de Bauru


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A celeuma criada sobre o nome do aeroporto de Bauru parece ter recebido do coronel Ozires Silva, nosso estimado patrício, uma solução plausível e até incontestável. Realmente os aeroportos internacionais são conhecidos por suas cidades sedes. No Brasil o entendimento é análogo. Ribeirão Preto, Mogi-Mirim, Jundiaí, Guarulhos, Campinas, entre outros, são os mais conhecidos. Ninguém, ou quase ninguém, conhece seus cognomes. Alias, conforme informações de Zarcillo Barbosa, nosso emérito jornalista e professor, existe até legislação proibindo duplicidade de homenagem.

O que importa, entretanto, para um (nosso) aeroporto é o resultado que trará para a região no respeitante às exportações, além do transporte de passageiros. Isto sim é sumamente importante. Custo e benefício. O custo às expensas do Governo Federal, benefícios em grande parte para a região, onde poderão despontar indústrias exportadoras com incremento das já existentes. Isto pesa na balança e possibilita bons frutos, por isto deve ser considerado imediatamente junto à Infraero e com segmentos econômicos das cidades, com participação de seus legislativos, no respeitante à forma de utilização das áreas limítrofes do aeroporto, já que o Estado concede, ou não, as licenças ambientais, com exigências burocráticas demoradas e procrastinatórias. Isto com vistas à utilização do aeroporto, se para passageiros ou carga, cujas finalidades desenvolverão, paralelamente, os ramos de hotelaria, transporte, construção civil, armazenamentos de carga, fiscalização, segurança, vias de acesso, estacionamentos, pedágios, etc. etc.

Os obstáculos do meio ambiente precisam e devem ser cogitados (que o diga o vereador Agostinho), matérias inclusive já enfocadas por Luiz Roberto Peres, diretor técnico da Erplan-Bauru. O Departamento de Avaliação do Impacto Ambiental e a Infraero devem ser acionados para planificar os empreendimentos adjacentes analisando o potencial regional. É conhecida a demora nas autarquias.

O impacto ambiental deve também considerar o aspecto humano das famílias que deverão fixar suas residências nas proximidades. No momento em que estão estudando o Plano Diretor de Bauru, seria oportuníssimo discutir-se os problemas de interligação viária com o futuro Aeroporto, pois, quer queiram ou não, certamente Bauru sediará o desenvolvimento, e a região do aeroporto terá seu incremento à medida em que crescerem os serviços aeroportuários.

As pessoas de bem, que se importam com Bauru, devem se unir para a consecução do empreendimento. Isto sem política subalterna, mas visando, acima de tudo, o aprimoramento das instituições com seu urgente crescimento regional.

Itamir Crivelli – OAB 20.911