Uma das principais funções dos alimentos é fornecer ao organismo a energia de que ele precisa para executar seu trabalho adequadamente. Essa energia é tradicionalmente medida em calorias. O ser humano abastece-se de calorias nas refeições e gasta calorias à medida em que executa as mais variadas atividades.
Quando o número de calorias consumidas é maior que quantidade de energia gasta, pessoa engorda. Para emagrecer, é preciso gastar mais calorias do que a quantidade ingerida diariamente.
Pois existe um grupo de alimentos - os termogênicos que dá tanto trabalho para a digestão, que a quantidade de calorias gasta para seu metabolismo acaba sendo maior que a quantidade de calorias oferecida por ele. Trocando em miúdos, são alimentos que “queimam” calorias.
Essa propriedade já vem sendo aproveitada por nutrólogos e nutricionistas, que têm utilizado os termogênicos como coadjuvantes no tratamento de quem quer emagrecer.
O problema é que a divulgação dos termogênicos tem levado muitas pessoas a incluir esses alimentos na alimentação sem qualquer orientação. Pior: elas fazem isso esperando que a comida se transforme em remédio e faça milagres, o que não acontece.
De acordo como cardiologista Sérgio Puppin, especializado em nutrologia e medicina biomolecular, os termogênicos só ajudam quando a pessoa já mantém uma alimentação balanceada e pratica exercícios físicos regularmente.
Não adianta, por exemplo, comer uma caixa inteira de bombons e depois tomar chá verde para não engordar. O efeito dos termogênicos só aparece quando o total de calorias ingeridas é menor que a energia gasta.
A nutricionista Adriane Gasparino dos Santos, professora de dietoterapia na Universidade do Sagrado Coração (USC) de Bauru, acrescenta que, sozinhos, os termogênicos não ajudam em nada.
“Eles só são úteis quando usados num programa de reeducação alimentar, com refeições fracionadas, trocando gorduras e açúcares por tipos mais saudáveis e com atividade física simultânea. Do contrário, eles não têm qualquer função”, alerta.